Recentemente, um caso envolveu o jornalismo da Globo e fez com que se discutisse os limites para se ter ou não um âncora com a imagem arranhada no ar. William Waack, que até então apresentava o ‘’Jornal da Globo’’, teve um vídeo antigo divulgado em todo o país.

Nele, a celebridade aparecia atacando um homem que surgia com um carro buzinando durante um link ao vivo de Washington D.C., nos Estados Unidos, pouco depois da vitória de Donald Trump ao topo do mundo, consagrando-se presidente. Waack foi acusado de ofender tal homem com frases racistas implícitas. Mesmo não ficando exatamente claro o que ele disse, para preservar a imagem do âncora, a Globo decidiu afastá-lo do ar.

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Diretor da Globo dá sinais que caminho de volta de William Waack à emissora é bastante complicado

O fato que chocou o país aconteceu há cerca de um mês e muitos telespectadores se perguntam o que deve acontecer com o apresentador.

Em entrevista ao site 'Notícias da TV', em reportagem publicada nesta segunda-feira (4), o diretor de Comunicação da TV Globo, Sérgio Valente, falou sobre o assunto. Para ele, ao comparar o caso de Waack com o de assédio envolvendo o ator José Wilker, a emissora agiu de maneira correta em ambas as situações.

Globo diz que apoia a diversidade e que punição de William Waack precisa ser dura

Sérgio Valente fala que em casos como esse a ação da empresa precisa mesmo ser enérgica. A ideia é que faça doer em quem cometeu um ato que são contra as regras impostas há anos pelo canal, evitando que a emissora fique com uma imagem ruim por um erro que não foi ela que cometeu.

"A Globo tem uma missão, que está escrita há muito tempo, um compromisso que ela assumiu como empresa. De respeitar a diversidade, o talento, essa tremenda cor brasileira.

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Para ser respeitoso com o que você é e com o que pretende você precisa agir e ter clareza", disse o diretor da Globo, defendendo as atitudes do canal em ambos os casos.

José Mayer e William Waack: Globo aposta em atitudes enérgicas para ficar com boa imagem

Tomando tais atitudes, a emissora acaba passando a referência de que não deixa um ato ruim passar impune. Ela se equipara às grandes redes de televisão de todo o mundo, que nesse mesmo ano afastaram e demitiram produtores, agentes e atores por acusações graves, como assédio sexual.

Atitude essa que também foi tomada no caso de José Mayer, acusado de assediar uma figurinista, a jovem Su Tonani, durante os bastidores da novela ‘’A Lei do Amor’’.