Publicidade
Publicidade

Na manhã de ontem (18/12), Anitta lançou "Vai Malandra", último vídeo do projeto Check Mate, projeto idealizado pela cantora, cujo objetivo era lançar um clipe por mês até dezembro - projeto idealizado e cumprido com sucesso.

O clipe está dando o que falar na internet. Desde os comentários sobre as celulites evidenciadas pelo uso do shortinho - a cantora não aceitou retoques de maquiagem em seu corpo, nem uso de Photoshop - até comentários sobre o poder musical de Anitta, que já bateu recorde em visualizações no Youtube - foi visto mais de 10 milhões de vezes em menos de 24 horas.

Publicidade

Detalhe afrontoso: placa de moto é recado sutil e direto

Quem já assistiu ao clipe “Vai malandra”, da cantora Anitta, lançado na segunda-feira, notou que o novo single representa o retorno da artista ao Funk, estilo que a projetou em nosso cenário musical. Nesse retorno às suas origens, a cantora ainda aproveitou para mandar uma mensagem sutil, embora bem direta aos brasileiros mais conservadores que repudiam o funk.

No novo clipe da cantora, a placa da moto em que ela anda é 1256. Esse é o número do projeto de lei que pretendia censurar o funk no Brasil.

Muitos assistiram ao clipe sem se atentar a esse detalhe. Ela é afrontosa!

Desde que a tentativa de proibição ao estilo musical veio à tona, a cantora nunca escondeu sua opinião contrária à lei.

O Projeto

O projeto que objetiva criminalizar o funk como um crime à saúde pública de crianças, adolescentes e à família, é de autoria de um empresário paulista e chegou a ir ao Senado para aprovação. O projeto de lei conseguiu mais de vinte mil assinaturas. O texto do projeto associa o funk a crimes como exploração sexual, roubo e uso de drogas proibidas.

Publicidade

Senado rejeitou o projeto de lei

A proposta de criminalizar o funk foi rejeitada no Senado Federal. Os senadores Romário (Podemos-RJ) e Paulo Paim (PT-RS) votaram contra a sugestão de criminalização do funk.

O relator, senador Romário, votou pelo não prosseguimento da proposta, justificando que o conteúdo é inconstitucional por reprimir a livre manifestação cultural das comunidades. Ele também lembrou que gêneros musicais como o samba e o jazz, sofreram tentativas de criminalização quando surgiram.

O senador encerrou seu discurso afirmando que é inútil intimidar a cultura popular, que sempre encontrará uma forma de se expressar.

Paulo Paim (PT-RS), ainda acrescentou que se tivessem que proibir todos as festas em que acontecem violências e abusos, o carnaval também deveria ser encerrado no país.