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A Violência doméstica é um tipo de crime que assombra as mulheres de todo o mundo. Em muitos países, a falta de impunidade do agressor acaba aumentando ainda mais o número de vítimas. A Organização Mundial da Saúde estima que mais de um terço das mulheres do mundo são vítimas de violência doméstica. Por esse motivo, é necessário que familiares a amigos fiquem sempre alertas para casos como esses. Muitas vezes, por vergonha ou por medo de ameaças, a vítima não denuncia o agressor e acaba sofrendo tristes consequências.

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Um caso que mostra a seriedade desse assunto é o que aconteceu com a paraguaia Adolfina Camelli Ortigoza, de 21 anos. Ela foi mantida em cativeiro pelo marido, Pedro Heriberto Galeano, de 32 anos, e sofreu todo tipo de violência. Após ser resgatada do cativeiro, ela teve que passar por várias cirurgias de reconstrução facial.

Adolfina ficou em cativeiro durante 12 dias. Antes disso, ela havia reclamado com alguns amigos próximos que o marido estava bastante agressivo. Ele demonstrava ter bastante ciúmes e fazia graves ameaças a ela.

A situação piorou quando Adolfina postou uma foto em seu Facebook. Enciumado, o marido começou a agredi-la por cada curtida e comentário que ela recebia na foto. Na importa se o comentário fosse só um elogio de uma amiga. Pedro ficava muito nervoso e espancava a Mulher.

O principal alvo do agressor era o rosto de Adolfina. Mas ele batia também no resto do corpo. Com medo que os vizinhos percebessem, ele pedia que a mulher colocasse panos na boca. Isso a impediria de gritar e chamar a atenção das pessoas.

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Ele ainda fazia ameaças que caso ela o denunciasse, ele voltaria e a matava.

Em um ato de sobrevivência, Adolfina conseguiu pegar o celular do marido e ligou para os familiares. Com a chegada da polícia, o agressor foi preso imediatamente, e a vítima encaminhada ao hospital. Adolfina estava tão machucada que ela não reconheceu seu rosto ao dar entrada na unidade médica.

Em sua defesa, Pedro disse que agrediu a mulher porque ela se exibia muito nas redes sociais. Agora ele está sendo julgado por tentativa de feminicídio e pode pegar até 30 anos de prisão.

Familiares e amigos da vítima também estão sendo ouvidos. As autoridades querem saber mais como era a convivência entre o casal e motivo de ninguém ter denunciado antes.

Além dos tratamentos médicos, Adolfina também deve passar por um acompanhamento psicológico. Em muitos casos semelhantes, as vítimas ficam com traumas psicológicos.