O jornalista William Waack esteve recentemente no olho do furacão na poderosa emissora Rede Globo. Waack, teve seu contrato rescindido com a emissora carioca após o episódio de racismo que o jornalista e ex âncora do Jornal da Globo se envolveu.

No meio da polêmica neste final de ano, nada mais, nada menos que Silvio Santos, ordenou que seus funcionários do departamento de jornalismo entrassem em contato com William, a fim de fazer uma proposta de trabalho para o renomado jornalista.

Segundo algumas fontes próximas ao dono do Baú, a proposta seria que William Waack comandasse o Jornal do SBT nas noites da emissora. Waack apesar do escândalo, tem a seu favor seu renomado nome de anos de jornalismo responsável e pautado em seriedade e profissionalismo.

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Silvio Santos já tomou atitude parecida

Silvio não tomará uma decisão deste nível pela primeira vez. O empresário de sucesso tem o hábito de ser irredutível em suas decisões e há alguns meses, contratou o jornalista Marcão do Povo. Marcão foi desligado da emissora Rede Record após chamar a cantora pop brasileira Ludimila de macaca horrorosa durante o quadro "A hora da venenosa", dos telejornais vespertinos da Record. Hoje, Marcão do Povo comanda o Primeiro Impacto no Sistema Brasileiro de Televisão - SBT.

Relembre o caso de William Waack

O caso de Waack ocorreu durante a transmissão de uma cobertura jornalística na cidade de Washington, nos Estados Unidos. Na época, o jornalista estava cobrindo as eleições americanas. Durante a gravação de uma entrevista com um especialista em eleições estadunidenses, um barulho, de uma buzina, soou do lado de fora do estúdio da emissora carioca. Imediatamente o jornalista disparou: quem foi o (palavrão), que fez isso?, em seguida disse: eu sei, isso só pode ser coisa de preto.

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Disparou William Waack com conteúdo racista e pejorativo ao extremo.

O vídeo, que foi gravado há anos atrás mas apenas foi divulgado em novembro deste ano, quando viralizou na internet de forma inacreditável.

Os responsáveis pelo vazamento do vídeo que encerrou a carreira de Waack na Globo foi dois ex funcionários negros da emissora, que estavam nos Estados Unidos no dia da gravação. Um deles exercia o cargo de auxiliar de TV e o outro era designer da emissora carioca.

Na carta de demissão, assinada por Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo e por Waack, foi evidenciado que a decisão foi em comum acordo e que o melhor para as duas partes foi o desligamento do jornalista da emissora.