Anitta [VIDEO] é um dos maiores sucessos da nova geração da música brasileira. A “poderosa” lançou, nessa segunda-feira (18), o clipe da sua nova música “vai malandra”. Em menos de 24 horas no ar, o clipe já alcançou a incrível marca de 13 milhões de acessos e vários memes já viralizaram na internet.

“Vai Malandra” [VIDEO] é um batidão contagiante e que traz a cantora de volta ao gênero que a projetou no Brasil. O clipe cheio de pessoas comuns e gravado em uma comunidade do Rio de Janeiro mostra a alegria de jovens que querem se divertir, dançar e curtir ao som do funk.

No clipe, Anitta manda um recado para parlamentares que querem criminalizar o funk no país através do projeto lei nº 1.256.

No começo do clipe, a morena está subindo o morro em uma mototáxi e o número do projeto é a placa da moto.

Desde que veio à tona este projeto lei, Anitta se posicionou contra publicamente, chamando-a a proposta de “absurda”. “Vim de uma comunidade pobre do Rio de Janeiro, onde o que tínhamos para nos divertir era os bailes funk no fim de semana. O funk faz parte de mim e dos meus shows. Um ritmo musical não define o caráter e a índole de uma pessoa. Existem outras coisas que os parlamentares poderiam criminalizar, como esta corrupção extrema que acontece no Brasil todos os dias, isso sim é uma vergonha”, disse Anitta em entrevista ao jornal carioca Extra.

“A gravação da música e do clipe ‘Vai malandra’ é um funk raiz e isso me faz muito bem. Este ritmo faz e sempre fará parte de tudo que eu fizer, me orgulho muito de poder ter voz e defender nossa cultura”, finalizou a cantora.

Projeto de lei de criminalização do funk repete história do samba, da capoeira e do rap

O Senado analisa uma proposta para criminalizar o funk, quase 100 anos depois de ter analisado um pedido para criminalizar o samba. Esta proposta foi enviada pelo empresário paulista Marcelo Alonso em janeiro de 2017.

Marcelo Alonso é empresário e webdesigner, tem 47 anos e mora em um bairro da Zona Norte de São Paulo. Ele contou com 21.984 assinaturas. De acordo com a legislação, qualquer cidadão comum pode enviar um pedido para novos projetos de lei, desde que consiga em um período de quatro meses 20 mil assinaturas.

A relatoria da proposta ficou a cargo do senador Romário Faria (PSB-RJ) e ainda não tem data para ser votada. O projeto não detalha ainda quem seria punido ou o que seria proibido nem como seria a punição. Audiências públicas serão debatidas no Senado para que os senadores possam votar a favor ou contra o projeto de criminalização do funk.