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A música Funk é uma expressão cultural consagrada como gênero musical. Originada nos Estados Unidos pela mistura rítmica dos gêneros soul, jazz e rhythm and blues, teve o cantor James Brown como seu maior ícone na década de 1960.

No Brasil, o estilo musical chegou no final da década de 1960 com o lançamento do álbum Brazilian Soul de Gerson King Combo e em seguida com o lançamento do Movimento Black Rio fundado por Tim Maia, Carlos Dafé e Tony Tornado. A partir da década de 1980, o cenário carioca das favelas, o cotidiano de violência e a pobreza das comunidades carentes embalavam as letras do funk, que veio a ser conhecido como Funk Carioca.

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Nos anos 2000, os cantores nacionais mesclavam o rap americano às letras do funk tupiniquim, assim procurando levar o estilo às demais classes sociais. Atualmente, o cenário musical tem se mostrado um pouco diferente, as letras da geração funk ostentação tratam de assuntos como carros importados, joias, roupas de marca e mulherada.

O funk sempre foi um estilo musical dominado por homens, mas nos dias de hoje, nomes femininos têm surgido, cantoras como Anitta, Ludmilla e a mais recente Jojo Todynho.

Essas artistas mesclam o funk ao pop, fazendo uma música que cai no gosto dos mais jovens, principalmente crianças e adolescentes. Muitas dessas canções marcadas por batidas e refrãos repetitivos e impactantes, viram hits do dia para a noite.

O último expoente do momento é a funkeira Jojo Maronttinni ou Jojo Todynho, que faz sucesso com o hit "Que Tiro Foi Esse?". A carioca tinha um canal no Youtube, onde falava de forma desbocada sobre sua vida e o preconceito que sofria devido à sua aparência.

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Acabou ganhando notoriedade e foi convidada a participar de novela e da música “Vai Malandra”, da Anitta.

Jojo se lançou há pouco tempo como funkeira com a canção “Sentada diferente”, e agora com o lançamento do hit "Que Tiro Foi Esse?", viralizou na Internet e está dando o que falar por conta do refrão repetitivo: “Que tiro foi esse? Que tiro foi esse que tá um arraso?!”. Ainda mais ao ganhar a simpatia de famosos como Giovanna Ewbank, Bruno Gagliasso, além dos filhos de Luciano Huck e Angélica que entraram na brincadeira e simulavam uma dancinha que estavam levando um tiro e se jogavam ao chão.

Bastou para que a performance fosse seguida por muitas outras pessoas em locais públicos como metrôs, praças, shoppings e outros locais de grande circulação.

Há aqueles que adoram o hit e os que não; que alegam que a letra faz apologia às armas e violência. Na turma dos que torcem o nariz, estão a atriz Joana Balaguer (malhação), e a apresentadora Rafa Brites. Balaguer declarou: “Eu fiquei pensando onde é que a gente vai chegar, nos valores, né? Ok que é uma música superviral, fica na cabeça. Quem me conhece sabe que eu amo funk, sempre gostei.

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Só que a gente está numa época que a gente luta para ter segurança, a gente sai do nosso país para ter segurança, a gente quer paz, não queremos armas. E a gente faz vídeo como se estivesse levando tiro”. Rafa Brites foi mais sucinta e falou que não gosta dos vídeos que simulam tiro: “Só eu que tenho agonia da brincadeira do tiro? Me dá um ruim...”.

Jojo se defende e diz que o refrão “Que tiro foi esse, que tá um arraso?!” é um termo usado pela comunidade LGBTS , expressão que, segundo ela, se refere quando uma pessoa está um arraso devido ao seu cabelo ou à sua roupa. “Eu jamais faria música incentivando a violência”, afirmou Jojo em seu Instagram. “É aquela coisa: ‘Essa roupa tá linda, que tiro, desmaiei!'”, esclareceu em sua conta de Instagram.