A Globo foi capaz de mudar o dia de desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e de São Paulo, há alguns anos, para que ela pudesse mostrar na íntegra os dois dias de desfile de cada um dos estados. Para quem é do Carnaval de escolas, sabe que o Rio de Janeiro desfilava no sábado e domingo de Carnaval e São Paulo era na sexta-feira e no sábado. Após um acordo com a Liesa, Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, os dias foram mudados para domingo e segunda-feira de Carnaval. Assim as transmissões passariam a ser feitas integralmente nos dois estados. Mas para quem acha que isso foi ruim, se engana. Foi possível assim, para os foliões mais empolgados e para os #Famosos, participarem dos quatro dias de festa nos dois estados.

Também possibilitou uma maior injeção nas escolas, por meio das transmissões e todo mundo saiu ganhando. O problema é que a Globo monopoliza, por contrato, o direito de transmitir o desfile das escolas dos grupos especiais dos dois estados e tudo é feito para que dê certo, principalmente para a TV, afinal a Globo também tem que ganhar com patrocinados e com o desenrolar de uma transmissão que desperte o interesse do público.

Mas foi exatamente a máxima de 'tudo pela audiência' que fez a Globo ser criticada ao vivo por integrantes de uma escola de samba de São Paulo, que reclamaram da forma com que seu homenageado foi tratado pela emissora.

Unidos do Peruche homenageia Martinho da Vila

A escola Unidos do Peruche veio com um enredo que homenageia o sambista Martinho da Vila, um mestre na arte do samba, muito famosos por suas canções do rito popular e um ativista do Carnaval.

Martinho é um dos puxadores da escola carioca Unidos de Vila Isabel e já emplacou alguns sambas-enredo da escola.

A homenagem foi muito bem executada pela escola, mas integrantes se revoltaram com a emissora por conta da forma que ela tratou o seu homenageado.

Globo iça Martinho da Vila direto para o estúdio de vidro da emissora é é humilhada ao vivo

Martinho da Vila desfilou na última alegoria da escola e assim que a alegoria cruzou a 'linha de chegada', Martinho foi içado, literalmente, do carro alegórico para o estúdio para dar em primeira-mão a entrevista após a homenagem.

O ato revoltou integrantes da escola que criticaram a postura da emissora. Eles queriam confraternizar e curtir o homenageado na área de dispersão.

“O Martinho da Vila, é do Peruche, é da Vila Isabel, é do povo, mas infelizmente nós temos uma rede nacional no Brasil que monopoliza tudo, monopoliza inclusive a cultura do Brasil, a política. Nosso povo está fadado ao rebaixamento, à tristeza. Infelizmente a Globo manipula tudo”, reclamou Emerson Pantaleo Caparelli, que desfilou na ala Calango.

Logo depois puxou-se um coro que logo que percebido foi cortado da transmissão: 'Martinho é do povo, abaixo a Rede Globo'. Pegou mal.

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