Não é de hoje que as novelas da Rede Globo de #Televisão geram polêmicas [VIDEO] no meio evangélico, mas, dessa vez, a emissora da família Marinho resolveu alfinetar um dos maiores responsáveis pelo movimento de direita política. Tudo se dá porque o autor #Walcyr Carrasco resolveu incluir no enredo da #Novela "O Outro Lado do Paraíso" o tema da “cura gay”.

Um dos personagens da trama é gay, e sua mãe Adnéia (Ana Lúcia Torre), extremamente conservadora, não aceita a orientação sexual de Samuel, interpretado pelo ator Eriberto Leão. Durante a novela, ela sempre repete que acredita no tratamento psicológico apelidado de "cura gay".

Para quem não sabe, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), sob o comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, aprovou o projeto que permite aos psicólogos promover tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade, a “cura gay”. O projeto defendido por Feliciano, no entanto, foi duramente criticado por ativistas que agem em prol de direitos igualitários para o público LGBT.

A personagem de Ana Lúcia Torres já vem dando indícios de que haverá algo em torno do assunto. Constantemente a personagem vem falando que acredita na ‘’cura gay’’. Esse discurso, ao que tudo indica, vai se estender até a segunda semana de abril.

Já no dia 13 de abril, o personagem de Eriberto Leão (Samuel) vai se reconciliar [VIDEO] com seu ex-namorado na trama, o motorista Cido, vivido por Paulo Zulu.

Diante a este fato, Adnéia vai se sentir extremante revoltada e fará jogo duro à aceitação do filho.

A personagem chegará ao ponto de dizer "vou morrer", mas é surpreendida pelo filho, que vai retrucar, dizendo que nenhuma mãe morre por ter um filho gay. Ele revela que voltará a dormir com o namorado e pede ajuda a ela, para que ambos arrumem a cama.

Mais tarde, enquanto Samuel está escolhendo duas taças para receber o namorado, a mãe pede que ele continue dormindo com a esposa pelo bem da filha de ambos. Até que Samuel retruca: "Vou comemorar a volta do meu namorado". Com isso, Adnéia se mostra decepcionada, chegando até a dizer que "acreditava na cura gay" e quem inventou isso (Marco Feliciano) deveria ser processado.

Mesmo sem a cena ter ido ao ar, obviamente, o assunto já dominou as redes sociais. Muitos evangélicos não gostaram nadinha de saber sobre isso. Alguns até prometeram boicotar a emissora, caso aconteça de verdade.

Por outro lado, muitos ativistas de movimentos LGBT acharam importante a forma humorada que a novela vai abordar sobre aquilo que não tem cura. Vale lembrar que a novela já está na reta final e a expectativa dessa cena acontecer é grande pela maioria do público telespectador.