Ex-apresentador do “Jornal da Globo”, William Waack concedeu entrevista ao “Programa Do Porchat” na madrugada desta segunda para terça-feira (6). Na conversa, obviamente, o jornalista falou sobre o vídeo vazado no final do ano passado em que ele aparecia fazendo um comentário racista.

No vídeo, gravado em 2016, durante a cobertura das eleições presidenciais nos Estados Unidos, Waack se irrita com um carro que passa buzinando na rua e comenta para o convidado que está ao se lado: “É coisa de preto”.

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A divulgação das imagens causou revolta na internet e a Globo afastou o jornalista. Dias depois, ele acabou demitido da principal emissora do país, onde apresentava o “Jornal da Globo” havia 12 anos.

Entrevista de William Waack para Fábio Porchat

William Waack apareceu pela primeira vez na TV aberta desde que foi demitido pela Rede Globo. Na entrevista à Porchat, o jornalista comentou sobre o assunto durante alguns bons minutos.

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Ele falou que não considera o comentário racista, mas garantiu que existe racismo no Brasil. Para Waack, há racismo quando um negro é discriminado ou impedido de entrar determinado lugar por causa da cor da pele.

“Sempre fui piadista”, garantiu o jornalista, dando a entender que considera o termo “é coisa de preta” como uma piada. Durante a entrevista, ele revelou que seu apelido nos bastidores do “Jornal da Globo” era alemão.

Ele recordou o tempo em que o jornal sucedia o programa “Amor Sexo”, apresentado por Fernanda Lima, a quem chamou de “mulher linda”. “Depois vinha um vampirão aqui”, brincando com ele mesmo.

Waack garantiu que faz as piadas menos politicamente corretas possíveis e criticou os seus críticos. “Quem julga a vida de alguém por uma piada tem problemas”, afirmou.

Futuro profissional

William Waack não vai para a Record TV nem vai para o SBT.

Na entrevista, o jornalista afirmou que seguirá para a internet. Na rede, ele apresentará um programa parecido com o que tinha na GloboNews. O nome, inclusive, será parecido: “Painel WWW”.

O jornalista falou que por 48 anos teve patrão e que agora será o seu próprio patrão. Em alguns momentos, ele tentou interagir com a plateia. Em determinado momento, perguntou às pessoas se elas já haviam sacaneado ou sido sacaneadas na internet.

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Waack fez essa pergunta porque garantiu que não ficou bravo com a pessoa que vazou o vídeo e acredita que isso “faça parte do jogo”. Em outro momento, ele perguntou à plateia se alguém ali queria ser presidente da República.

No final de tudo, sem as tradicionais brincadeiras que Porchat faz com seus convidados, Waack contou o que aprendeu com a situação. “Aprendi a ter mais sensibilidade e a ser mais humilde”.

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