Anúncio
Anúncio

Wagner Schwartz é um artista plástico que ficou conhecido em todo o território nacional após se envolver em uma grande polêmica em uma de suas apresentações, ocorrida em setembro de 2017, no Museu de Arte Moderna (MAM). Na performance, o artista aparece completamente nu, enquanto os visitantes tocavam em seu corpo. Acontece que uma criança de apenas 7 anos foi filmada tocando no artista, o que acabou acarretando em uma verdadeira polêmica envolvendo pessoas de todo o Brasil. Muita gente criticou.

A menina que tocava o artista estava acompanhada da mãe, o que deixou um clima de revolta ainda maior por parte de alguns internautas. O artista acabou ganhando toda a atenção nas criticas e passou a ser perseguido em suas redes sociais, inclusive, até ameaçado de morte por pessoas anônimas.

Anúncio

Segundo o artista, a informação foi totalmente manipulada, quando pegaram apenas os 30 segundos de toda a sua performance em que a criança o tocava. Em uma entrevista ao programa “Conversa com Bial” na Rede Globo, nesta terça-feira (10), o artista decidiu quebrar todo o silêncio.Me atacaram, disseram que eu era um pedófilo e que o museu estava incitando a pedofilia, o que para mim era um absurdo. Então, eu nessa época, não sabia como lidar com isso”, disse

Wagner ainda afirmou que chegou a registrar cerca de 159 ameaças de morte em uma delegacia, durante todo o período de perseguição que sofreu quando seu nome ainda estava em alta nas mídias. Diante disso, o artista contou que sofreu muito e que até medo de sair nas ruas ele ainda carrega consigo e sua família.

Anúncio

Para sair, ele sempre opta em estar acompanhado, pois teme qualquer ataque. Ele ainda diz que toda essa situação o deixou muito triste e que por um longo tempo não sabia como se comportar diante da sociedade.

A apresentação do artista é feita em referência à série Bichos, da mineira Lygia Clark, porém, com a utilização de objetos metálicos que permitia ao público tocá-lo.

Sobre o ocorrido no ano passado, o artista disse que no museu existem placas indicativas informando tudo o que está sendo exibido em determinada sala. “Isso já existe. Porém não existe a censura”, defendeu Schwartz.

Concluindo a sua entrevista para o apresentador Global, o artista disse que não se sente arrependido pelo trabalho realizado no MAM e que caso fosse preciso, faria tudo outra vez, porém, no momento, se sente desencorajado para tal realização no Brasil.

Anúncio