Já é do conhecimento de muitos o quão complicada é a situação atual da Síria. Por conta disso, a Organização das Nações Unidas (ONU) fez uma reunião pedindo para que o governo e rebeldes cessassem fogo. O número de inocentes, civis mortos ou feridos avança com o passar dos dias, e o pedido serve para que uma equipe de ajuda entre e socorra aos que se feriram.

Para o desespero de muitos sírios no Brasil, além de mais hospitais terem sido bombardeados, dificultando o atendimento, o pedido da ONU foi negado. O ditador da Síria, Bashar al-Assad, juntamente com a Rússia (sua aliada), quer a permissão para continuar atacando o Estado Islâmico em troca de sua colaboração de cessar fogo.

Porém, como nada foi resolvido, a guerra ainda continuará.

Essas notícias, além de entristecerem, também preocupam os sírios que conseguiram se refugiar em outros países. No Brasil, um dos que mais se destacaram foi Kaysar Dadour, participante do Big Brother Brasil 18 [VIDEO].

Kaysar se preocupa com família que mora na Síria

Ele conta que antes de vir ao Brasil foi espancado e quase morto na Ucrânia por apenas usar um crucifixo no pescoço. Após todo o terror, se mudou para a casa de seus primos em Curitiba (PR), que há anos não o viam.

“...Passávamos a noite dançando ao som de bandolins”, relembra um de seus primos. Por mais que o Brasil seja conhecido como um país acolhedor, infelizmente, ainda existem dificuldades a serem superadas por refugiados, a principal seria o xenofobia.

Kaysar, ao conversar com Paula e Gleici (outras participantes do Big Brother Brasil 18), conta que já apanhou de uma criança enquanto trabalhava em uma festa infantil como animador e vestido de Homem-Aranha.

Até aí, está claro que, assim como qualquer outro brasileiro, ele também passa por momentos difíceis. Mas nem todos pensam da mesma forma.

Comentários polêmicos de Paula

O sírio, juntamente com Gleice, chegou à final do reality show da Rede Globo. Como foi ele quem descobriu qual telefone que estava tocando nessa segunda-feira à noite (16), recebeu o poder de indicar alguém ao paredão. Paula foi a escolhida e, como argumento, usou sua nacionalidade pelo simples fato de Kaysar ser um refugiado, logo, não ser brasileiro.

“Sou brasileira raiz. Neta de combatentes da Segunda Guerra, filha de pais que batalham muito e eu sou atleta, vim pra vencer e pra jogar o game. Quebrei a cara, paguei língua e estou entregue no jogo”, disse Paula.

Com esse comentário ambíguo, Paula virou alvo de várias críticas na internet. ”Quer dizer, a candidata considera o seu nacionalismo um trunfo para vencer o ‘bbb18’, em oposição ao fato de o programa contar com um estrangeiro. Tempos estranhos em um reality show...”, disse Mauricio Stycer, colunista do portal de notícias UOL.

Mas mesmo com esse comentário, Kaysar segue firme no jogo, principalmente após comover ao público mostrando preocupação com sua família que mora na Síria. "Mãe, falta muito pouco, meu amor... Só aguenta um pouquinho mais e fica viva, pelo amor de Deus. Você, meu pai, ficam vivos, pelo amor de Deus. Eu quero vocês vivos", disse ele ao segurar um relicário com a foto de sua genitora e beijá-lo.