No dia 29 de março de 2008, o Brasil inteiro acompanhou a triste história da morte de Isabella Nardoni, de apenas cinco anos. A menina supostamente teria sido morta por seu pai e sua madrasta, mas parece que o caso está longe de ser solucionado. A criança foi arremessada da janela do sexto andar do apartamento em que vivia com o pai, localizado na zona norte de São Paulo. O crime chocou toda a sociedade, mas parece que a história é bem diferente daquela contada pelos investigadores responsáveis pelo caso de Isabella Nardoni.

Rogério Pagnan investigou o caso por cinco anos e lançou livro que traz fatos inéditos sobre o fato

Durante cinco anos o jornalista Rogério Pagnan decidiu investigar por conta própria o caso da menina.

O jornalista reuniu informações cruciais que colocam à prova o trabalho da polícia e da perícia, que constataram que Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni eram os verdadeiros culpados. Como o caso ganhou grande repercussão em todo o país, parece que as investigações não foram realizadas de forma correta, segundo revela o jornalista.

Depois de dez anos em que o caso aconteceu, Anna Carolina acabou sendo julgada e sua pena foi fixada em 26 anos. Já Alexandre Nardoni recebeu 30 anos de condenação após os dois serem ouvidos pelo júri popular. Mas Rogério percebeu que existem provas manipuladas e até mesmo testemunhas que não foram ouvidas pelas autoridades em relação ao caso da menina.

Jornalista aponta erros cruciais da investigação que pode ter um novo desfecho

No livro do jornalista, intitulado "O pior dos crimes - A história do assassinato de Isabella Nardoni", Rogério faz duras alegações que colocam em dúvida a decisão da condenação do caso.

O jornalista foi atrás de informações a respeito da morte de Isabella Nardoni e concluiu que muita coisa pode estar errada no caso que emocionou milhões de brasileiros por tamanha barbárie.

O primeiro erro apontado pelo jornalista é em relação ao sangue presente no carro de Anna Carolina. Segundo Rogério, a perícia encontrou material genético, mas não se tratava de sangue. O material era, inclusive, de um homem adulto, provavelmente de Alexandre Nardoni e se assemelhava a saliva ou catarro. Essa informação já coloca em xeque o trabalho da perícia, que afirmou que tinha vestígios de sangue no carro. Outro vestígio contestado pelo jornalista é em relação ao sangue encontrado em uma fralda no apartamento. Rogério afirma que no laudo apenas foi encontrado sangue no quarto das crianças, diferentemente do que foi dito [VIDEO] pelos investigadores.

E a sucessão de erros sobre o caso não acaba por aí, e parece que existe outra pessoa envolvida no caso. Um homem apareceu correndo na garagem logo após a queda de Isabella, segundo uma entrevista com um morador do prédio.

Parece que, mesmo após a condenação e os dez anos que se passaram desde a morte de Isabella, o caso ainda continua sem respostas convincentes, e pode ser que exista mais provas que as autoridades [VIDEO] não prestaram a devida atenção.

Avô de Isabela faz desabafo

Recentemente o avô de Isabela desabafou que são 10 anos de sofrimento, pois ele vive sem a neta e com o filho e a nora condenados por um crime que ele não acredita que eles cometeram