O Departamento de Investigações Criminais (DEIC) da Polícia Civil de São Paulo deflagrou no estado, na manhã desta quinta-feira (17), a operação Luz na Infância 2 [VIDEO], que cumpriu 578 mandados de buscas e apreensões de material pornográfico infantil em todo o País.

Idealizada e coordenada pelo Ministério Extraordinário da Segurança Pública do Governo Federal a operação, que aconteceu em 24 estados e também no Distrito Federal, envolveu mais de 2,6 mil policiais civis e prendeu 197 pessoas em todo o território nacional.

Um dos detidos em São Paulo foi Marcelo Harada [VIDEO], 52 anos, ex-integrante do humorístico Pânico, programa liderado por Antônio Emílio Surita na rádio Jovem Pan e que já fez parte da grade de programação das emissoras paulistanas RedeTV e Bandeirantes.

Atualmente Harada faz participações no Programa do Ratinho, no SBT. Em sua residência, situada no Morumbi, Zona Sul da capital paulista, a polícia apreendeu HDs em que estão armazenadas imagens de crianças nuas e em situações de práticas sexuais.

Por não compartilhar ou produzir esse tipo de material, o que configura crime de abuso e exploração sexual infantil, Marcelo Harada foi liberado mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 1 mil.

Segundo a delegada Elisabete Sato, diretora do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) do DEIC paulista, o ator responderá ao processo judicial em liberdade.

Em sua página no Facebook, Harada desmentiu as acusações afirmando sensacionalismo por parte dos veículos de comunicação e dizendo ser do conhecimento de seus fãs a sua incapacidade de causar mal a alguém e também sua idoneidade.

A repercussão da prisão do humorista acabou gerando uma confusão por conta de um apelido: "Japa do Pânico". Isso porque o "Japa" é, na verdade, outro ex-integrante do humorístico, Marcos Aguena.

Entre muitos personagens, Aguena interpretou Mestre Fyoda (paródia de Mestre Yoda, de Star Wars) e Carlos Caramujo, o repórter surdo. Além de atuar, o "Japa" também era roteirista do programa Pânico.

Após 8 anos como parte importante do humorístico, Marcos Aguena decidiu deixar o programa, em 2005, alegando a necessidade de descanso. Marcelo Harada foi contratado anos mais tarde.

Em sua rede social, Marcos Aguena publicou comunicado repudiando a atitude do portal Catraca Livre que, em matéria publicada sobre a prisão de Harada, mencionou, em seu último parágrafo, que o humorista detido por posse de material pornográfico infantil havia participado dos primeiros anos do programa, época em que era exibido pela RedeTV. Na verdade, quem fez parte do elenco, naquela época, foi Aguena e não Harada, que, segundo o "legítimo" Japonês do Pânico, passou a atuar anos depois de sua saída, provavelmente em 2007.

Até a publicação desse artigo, o site Catraca Livre, apesar de editar o texto em seu site, não publicou nenhuma errata para, assim, corrigir o equívoco cometido.

Veja o post feito por Aguena: