Nesta sexta-feira (11), chegará ao fim a novela [VIDEO]O Outro Lado do Paraíso”, amor sucesso do horário das nove da Rede Globo desde “Avenida Brasil”, que foi ao ar em 2012. Apesar de ter dado retorno no Ibope e diariamente aparecido dentre os assuntos mais comentados do Twitter, a trama escrita pelo autor Walcyr Carrasco não passou inume a alguns erros, que os telespectadores mais atentos não perdoaram.

O colunista de TV Mauricio Stycer, do portal de notícias UOL, elencou dez desses erros. Para ele, a novela não tratou como deveria temas importantes e rapidamente será esquecida pelo público.

Cura gay

Durante praticamente toda da novela, a Adinéia nunca aceitou o fato de o filho Samuel ser homossexual e passou toda a trama tentando “curá-lo”.

Para o colunista, um drama familiar dessa magnitude foi tratado como uma comédia pastelão na história.

Racismo

Outra questão envolvendo preconceito e que foi abordada de maneira desastrosa, segundo o colunista, foi o fato da personagem Nádia deixar de ser racista apenas depois do nascimento do neto negro. Stycer classificou o fato como uma mágica e não como um processo de educação e informação, como deveria ser.

Gael e o tratamento espiritual

Outro equivoco do folhetim aprontado pelo colunista foi com relação à regeneração de Gael. O personagem, que era um abusador e espancador de mulheres, passou a ser uma boa pessoa após se submeter a um tratamento espiritual. “Outra mágica”, resumiu o crítico.

A passividade da anã

A personagem anã Estela passou a maior parte da trama sendo humilhada pela mãe e, apesar de toda a formação, em nenhum momento reagiu.

No final, depois de passar por tudo isso, ela ainda cuidou da mãe após ela sofrer um derrame.

Mais intervenções divinas

Depois de ser atropelada [VIDEO], a juíza Raquel ficou paraplégica. Mesmo com todos os aparatos da medicina, ela só recuperou os movimentos por conta da intervenção de Dona Mercedes. Até um diretor trama não aturou a solução dada pelo autor.

Hipnose

Laura, vítima de abuso sexual na infância, foi lembrada de seus traumas através de uma sessão de hipnose. Até aí tudo bem, não fosse o fato dessa hipnose ter sido feita por uma advogada.

Médicos maldosos

Quase todos os médicos da trama ou eram vilões ou estavam envolvidos com atos criminosos ao longo da história.

Golpe da barriga

A trama também tentou convencer o público que o golpe da barriga era uma boa solução para obrigar um homem a se casar.

Filha desalmada

A advogada Adriana sempre detestou a mãe, mas, por mais um passe de mágica, passou a amá-la depois que soube que Beth havia doado um rim para salvá-la.

Briga pela maternidade

O menino Thomaz foi disputado durante toda a novela pela mãe adotiva, a mãe biológica e pela avó. De acordo com o colunista, era para o “menino ter pirado”.