O desabamento de um prédio na região central da cidade de São Paulo [VIDEO], na madrugada de terça-feira (1º), continua repercutindo bastante. Alguns famosos têm se empenhado na arrecadação de roupas e alimentos para as pessoas que ficaram desabrigadas depois do incêndio que levou ao chão o Edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu.

Nayara e Viegas ajudam vítimas

Participantes do “Big Brother Brasil 18”, da Rede Globo, Nayara e Viegas deixaram o confinamento com grande rejeição, mas fora de casa deram uma grande lição a todos. Eles foram ao Largo do Paissandu, conversaram com desabrigados e doaram roupas e alimentos.

São cerca de 370 pessoas que não têm onde morar depois da queda do prédio. Nayara e Viegas postaram fotos [VIDEO] em redes sociais. A ex-BBB afirmou que muitos estão ali porque se recusam a ir para os abrigos da prefeitura.

Segundo ela, os moradores desabrigados entendem que ir para o galpão da administração municipal enfraquece a luta por moradia justa. “Eles querem uma moradia digna”, afirmou Nayara.

Viegas informou que eles não queriam arrecadar dinheiro, mas, sim, doações. Segundo ele, há muitas crianças na rua e a situação é bem triste de se ver. O músico da Zona Leste de São Paulo foi elogiado nas redes pela atitude.

Tragédia no Centro de São Paulo

Quatro pessoas, de acordo com o Corpo de Bombeiros, podem estar embaixo dos escombros. O número de pessoas que não deram notícias após o incêndio e desabamento do local é de 49.

O prédio começou a pegar fogo na madrugada de terça-feira e veio abaixo após algumas horas. A estrutura de aço e concreto do edifício colaboraram para a sua queda.

Alguns moradores afirmaram, em um primeiro momento, que pagavam aluguel aos líderes do movimento e que não podiam deixar o prédio depois das 19h. No momento do incêndio, inclusive, o portão principal estava trancado e teve que ser quebrado.

No dia seguinte, moradores que deram entrevista não quiseram falar sobre a cobrança. Claramente, eles deram demonstrações de que haviam sido orientados a não falar sobre cobrança de aluguel.

A sensação que ficou para quem assistiu aos relatos é que há algumas pessoas ali que estão usadas pelos líderes desses movimentos de ocupação como forma de ganhar dinheiro. As invasões viraram um negócio lucrativo para quem coordena.

A polícia ainda investiga como o incêndio começou e os homens do Corpo e Bombeiros trabalham no local para localizar eventuais sobreviventes. Um prédio em frente também corre o risco de desabar.