O apresentador de TV Gugu Liberato poderá ser condenado pela morte de duas meninas que irmãs e tinham 6 e 12 anos [VIDEO]. O caso aconteceu há pouco mais de uma década e só agora é que o processo está chegando ao fim. Na época, o assunto causou uma grande polêmica, depois foi esquecido e agora volta aos holofotes, já que todos querem saber o que a Justiça irá decidir sobre o futuro do apresentador.

Conceição Gonçalves Ferreira foi quem abriu o processo na época a Promoart, que então era da propriedade de Gugu. A mulher ainda processou um engenheiro, o condomínio Barra Beach, no Rio de Janeiro, e também a empresa Sfera Engenharia.

No ano de 2007, Conceição perdeu duas filhas. Keilua Ferreira Baisotti era a mais nova, tinha 6 anos, e Kawai Ferreira Baisotti, a mais velha, de 12 anos. As duas meninas morreram asfixiadas por terem inalado gás enquanto tomavam banho.

Gugu Liberato era o proprietário das coberturas no prédio, localizado na Barra da Tijuca, zona nobre do Rio de Janeiro. As mortes se deram em uma das coberturas.

Peritos da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) estiveram na cobertura e, após os levantamentos técnicos, chegaram à conclusão que uma obra realizada em 2002 nas duas coberturas acabou alterando a chaminé coletiva e isto foi a causa da morte das duas irmãs. A mãe das crianças mora atualmente em Milão, na Itália, mas já está providenciando a viagem de volta ao Brasil para participar da audiência de instrução e julgamento, que acontecerá no dia 29 deste mês.

Conceição está traumatizada até hoje e não superou a morte das filhas. Agora, ela espera que finalmente esse doloroso ciclo de sua vida possa ser fechado, pois está há 11 anos esperando que a justiça seja feita. Triste, deprimida, a mãe espera que a morte de suas duas filhas [VIDEO] não seja apenas mais números para as estatísticas e torce para que os culpados possam ser punidos de forma severa.

Como tudo aconteceu

Em 2007, as duas meninas vieram ao Brasil de férias. Conceição se casou com um italiano, deixando as duas filhas sob os cuidados da avó e do padrasto, que morava na cobertura que era da propriedade de Gugu Liberato. Ele foi com as meninas até a praia e, quando voltaram, elas foram tomar banho, para logo em seguida comer uma pizza.

A mãe foi informada da morte das filhas por telefone, quando já estava na Itália. Ela precisou voltar para lá por causa de um trabalho e jamais imaginou que suas meninas poderiam morrer dentro de casa, no banho.

Ela gastou mais de R$ 20 mil só com o laudo da perícia para provar que os réus são culpados. A advogada de Gugu chegou a oferecer um acordo no valor de R$ 200 mil, mas ela recusou. Conceição só quer que a justiça seja feita.