Afastado da vida pública, dos programas de televisão e das entrevistas reveladoras que concedia, Luiz Gasparetto morreu [VIDEO]no último dia 03/05, vítima de câncer no pulmão.

Sua página no Facebook deu a notícia derradeira, mas nada foi escondido, visto que em fevereiro de 2018, ele disse que estava com câncer.

Com 13 anos de idade, Gasparetto manifestava os primeiros sinais de mediunidade e daí então não parou por quase 50 anos. Deu palestras, publicou cerca de 30 Livros com a temática direcionada para a espiritualidade e autoajuda, vendeu por volta de um milhão de exemplares – segundo o que se informa em seu portal oficial.

Nessa saga, deu várias palestras pelo Brasil e por várias cidades do mundo.

Tais atitudes de expansão e comunicabilidade surgiram durante os anos 70, período em que foi rodar o mundo. Nessas experiências, descobriu que médiuns apareciam na televisão, faziam sessões públicas de psicografia e discorriam sobre terapias alternativas e autoconhecimento.

A partir daí, rompeu com o kardecismo praticado no Brasil, mais reservado. Desenvolveu mais embates com a tradição do espiritismo ao tratar de assuntos espinhosos como dinheiro e sexualidade. Seu ponto de vista consistia na harmonia natural entre riqueza e espiritualidade.

Não aceitava a moral conservadora dos médiuns brasileiros e declarava que os espíritos tinham mensagens libertadoras. Praticou o que chamava de “espiritismo da nova era”, aliando preceitos da religião fundada por Allan Kardec com outras técnicas místicas como a astrologia, o tarô e a cromoterapia.

Entre os anos de 2005 e 2008, Luiz Antônio Alencastro Gasparetto apresentou um programa denominado “Encontro Marcado”, o qual foi ao ar pelo canal Rede TV! O objetivo do programa era apaziguar e solucionar questões e brigas de casais ou familiares.

No Facebook, ele postou um vídeo contando como estava convivendo com a doença. Visivelmente mais magro, disse que não tinha medo da morte e admitia que o câncer havia trazido uma certa “escuridão” sobre ele. Ele continua seu depoimento, no qual que faz uma reavaliação de tudo, de seu cotidiano e de seu futuro.

Revelou que chegou a tomar morfina para aplacar as dores. Declarou que ultimamente não tomava remédios e não sentia nenhuma dor. A única coisa que o perseguia era a culpa, reconhecendo que contribuiu para a expansão do câncer. Mas preferia não pensar nisso, pois segundo palavras do próprio Gasparetto, a culpa só deprime e é escuridão.

Cremação

Seu corpo foi cremado às 15 h de sexta-feira, 4 de maio, no Memorial Parque Paulista, localizado na cidade de Embu das Artes (região metropolitana de São Paulo).

A cerimônia do velório foi aberta ao público. Porém, a família pediu para fixar um limite máximo de visitas no salão do velório. Assim, admiradores e pessoas entrariam aos poucos sem tumultuar o local.

A mãe do médium e espiritualista, Zíbia Gasparetto [VIDEO], de 91 anos, permanece internada em hospital da cidade de São Paulo com câncer no estômago. Ela também é conhecida por escrever livros psicografados contando histórias com pano de fundo espiritual. Ela já soube da notícia da morte de seu filho, Luiz.