A Galeria Distribuidora anunciou na última terça-feira (17), a produção do longa-metragem, intitulado "A Menina Que Matou os Pais". As gravações devem começar ainda no segundo semestre deste ano, porém a seleção para os atores que irão interpretar os papéis principais já começou. O filme visa retratar o julgamento de Suzane von Richthofen e Daniel Cravinhos, réus confessos do assassinato dos pais da jovem, Manfred e Marísia von Richthofen, em outubro de 2002.

A direção será feita por Maurício Eça, e o roteiro será escrito por Rafael Montes, escritor de literatura policial, e Ilana Casoy, criminóloga brasileira especialista em serial killers.

“O filme que iremos contar é um thriller psicológico, de suspense, em que discutiremos os motivos que levaram ao fato, entrando, em detalhes e discussões nunca antes debatidos sobre o caso.", comenta Maurício.

O crime

Suzane cresceu em uma família de classe média alta em São Paulo.

Ela e o irmão, Andreas von Richthofen, eram filhos do engenheiro Manfred von Richthofen e da psicanalista Marísia von Richthofen. A jovem conheceu Daniel Cravinhos em meados de 1999 e, pouco tempo depois, iniciou um relacionamento com o rapaz. O namoro não tinha o apoio dos pais da jovem, que proibiram que estes se vissem. Os dois, com a ajuda de Cristian Cravinhos, irmão de Daniel, planejaram o assassinato do casal.

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Na noite de 30 de outubro de 2002, o crime foi executado. A jovem abriu as portas de casa, confirmou que seus pais dormiam e então, sinalizou para que os irmãos Cravinhos pudessem subir a escada que dava acesso ao quarto do casal. Os irmãos, munidos com bastões de ferro, golpearam as vítimas que, apesar da agressão, não morreram de imediato.

O trio de assassinos, tentou forjar um latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Se direcionaram ao closet do quarto e retiraram algumas joias pertencentes a Marísia.

Foi de consenso de todos os envolvidos que Suzane não participou do crime diretamente, mas não se há certeza sobre sua posição na cena.

Julgamento

O julgamento teve início no dia 17 de julho de 2006 e ocorreu no 1º Tribunal do Júri, na Barra Funda, São Paulo. O caso tomou uma proporção tão grande, que a ideia do julgamento ser transmitido ao vivo na televisão foi cogitada. Mais de 5 mil pessoas se inscreveram para ocupar as 80 cadeiras disponíveis no tribunal.

Suzane e Daniel foram condenados a 39 anos de reclusão em regime fechado e seis meses em regime semiaberto. Cristian Cravinhos foi condenado a 38 anos e seis meses em regime fechado.

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