A saga de uma família que passa 132 anos congelada após o naufrágio do navio onde viajavam e despertam nos tempos atuais na novela “O Tempo Não Para” chamou a atenção do telespectador. A trama, escrita por Mario Teixeira, que estreou nesta terça-feira (31), registrou o maior Ibope das últimas 11 tramas da faixa das sete da noite da Rede Globo [VIDEO].

Na Grande São Paulo o folhetim cravou em seu primeiro capítulo 32 pontos de audiência (46% de participação). Para efeito de comparação, suas antecessoras, “Deus Salve o Rei” e “Pega Pega”, registraram 29 pontos. Antes, o maior Ibope para uma estreia de novela das sete havia sido em 2012, com “Cheias de Charme”.

No Rio de Janeiro os números foram ainda melhores, com a média de 34 pontos, com 49% de participação, maior índice desde 2010.

A novela também foi bastante comentada [VIDEO] no Twitter, onde a hashtag oficial, #OTempoNãoPara ficou por seis horas nos Trending Topics Mundo e 10 horas nos Trending Topics Brasil, além de ter mais de 83 mil menções.

Primeiro capítulo movimentado

O primeiro capítulo de “O Tempo Não Para” agradou a crítica especializada, que destacou a agilidade e o dinamismo da trama escrita por Mário Teixeira, destacando a atuação do ator Edson Celulari, que dá vida a Dom Sabino Machado, patriarca da família que foi congelada em 1886 e desperta em 2018. As diferenças culturais entre as duas épocas são o que nortearão o enredo da trama que promete muito humor.

Outro ponto curioso que mereceu menção da crítica foi um cross content feito pouco antes na novela “Orgulho e Paixão”, onde foi comentado os 25 anos do naufrágio do navio que dá o pontapé inicial para a trama que começaria minutos mais tarde.

O primeiro capítulo da trama foi o único ambientado ainda no século XIX e a partir desta quarta, a história será totalmente ambientada nos dias atuais.

O começo

A tradicional família Sabino decide deixar São Paulo após a filha Marocas (Juliana Paiva) ter abandonado o noivo no altar. Para não terem o nome da família manchados na sociedade paulistana, eles decidem partir para a Europa a bordo do navio Albatroz, porém a embarcação tem um desvio de rota e ao passar pela patagônia, ao melhor estilo Titanic, se choca com um iceberg e afunda.

Por conta da baixa temperatura das águas, 13 passageiros, dentre eles os membros da família Sabino, acabam congelados. Depois de 132 anos esse bloco de gelo vai parar no Guarujá, onde é visto pela primeira vez por Samuca (Nicolas Prattes), que se encanta com Marocas. O bloco é levado para um laboratório especializado em criogenia, onde um a um, os personagens vão sendo descongelados, dando início ao choque de realidade dos sobreviventes do século retrasado.