Aline Barros que sempre manteve sua carreira longe de escândalos se viu envolvida em uma polêmica após ser acusada de homofobia por Rejane Silva de Magalhães. A ex-funcionária da cantora está processando Aline por ter lhe demitido após descobrir sua sexualidade. Na justiça, a ex-backing vocal exige o valor de 1 milhão de reais e se diz lesada em seus direitos trabalhista, uma vez que, segundo ela, teria trabalhado durante anos sem vínculo empregatício na banda da cantora Gospel.

O preconceito contado pelo advogado de Rejane

Ítalo de Oliveira, advogado de Rejane, contou em entrevista para o 'G1' que Aline Barros e o marido, que cuida da carreira da cantora, começaram a boicotar o trabalho da funcionária, deixando-a de fora de diversas apresentações da artista.

Segundo Ítalo, o casal teria feito de tudo para que a funcionária pedisse demissão, mas Rejane acabou resistindo, o que culminou no desligamento sumário da ex-backing vocal da banda de Aline, pela própria cantora.

Ainda para o site, Ítalo contou que não soube como Aline Barros tomou conhecimento da sexualidade de Rejane, mas acredita que foi por meio de algum frequentador da igreja. Disse que Rejane sempre foi muito discreta quanto a sua homossexualidade pelo fato de o meio evangélico não aceitar esse tipo de relacionamento entre duas mulheres. O advogado revelou que a ex-funcionária chegou a ser questionada pela cantora e o marido a respeito de sua condição sexual e acabou negando, justamente por medo das consequências.

A audiência

O processo já corre na Justiça há um certo tempo e a última audiência aconteceu no dia 2 de agosto, quando Rejane apareceu ao lado do advogado e Aline Barros teria faltado por conta de compromissos já agendados.

Quem acabou comparecendo no tribunal foi Gilmar Jorge dos Santos, marido e sócio da artista. Em seu depoimento o ex-jogador negou todas as acusações de Rejane que afirmou ter sido demitida por ser gay.

Outra audiência ficou marcada para o dia 25 de outubro, quando o juiz também ouvirá as testemunhas envolvidas no processo.

O advogado de Rejane encerrou sua entrevista ao 'G1' dizendo que Rejane está sendo lesada depois da repercussão do caso e que, mesmo sendo gay, frequenta à igreja evangélica e está sendo boicotada em novas oportunidades profissionais, com isso sofrendo financeiramente e moralmente por conta de tudo o que ocorreu desde sua demissão.

A resposta de Aline Barros

Em uma nota enviada ao mesmo portal em que o advogado de Rejane prestou entrevista, o 'G1', Aline Barros deu sua versão do caso, negando as acusações. A cantora gospel informou que a vida pessoal de seus funcionários não lhe diz respeito e afirmou que não tinha vínculo empregatício com a ex-backing vocal, uma vez que os trabalhos prestados por Rejane eram remunerados de acordo com os shows que ela fazia. 'Foi uma enorme surpresa e decepção', desabafou Aline Barros [VIDEO].