O empresário catarinense do ramo de calçados Victor Vicenzza, após se manifestar publicamente a favor da candidatura de Jair Bolsonaro [VIDEO] à Presidência da República, perdeu sua principal garota-propaganda. Neste sábado (1º), a cantora Pabllo Vittar informou que desfez a parceria com a marca de sapatos do empresário. A artista ainda usou as redes sociais para fazer um desabafo.

Em um longo texto ela disse, dentre outras coisas, que desde o começo de sua carreira sabia que seria difícil conseguir apoio de emprestas que “queriam se relacionar com uma artista LGBTQIA+ drag” e que é grata às pessoas que lhe abriram portas, porém não poderia aliar seu trabalho a um discurso, segundo ela, que não se importa com os direitos de toda a comunidade LGBTQIA+.

O curioso é que o empresário se destacou por oferecer calçados femininos em tamanho grande, justamente para atingir o público gay. Além disso, as mensagens publicitárias da marca destacam, dentre outras coisas, o respeito à diversidade e o empoderamento feminino. Artistas como Cleo, Aretuza Lovie, Anitta, a dupla Simaria e Ludmilla também já haviam firmando parceira com a marca de Vicenzza.

Por conta de toda a polêmica, o empresário usou as redes sociais para se defender e voltar a prestar apoio ao candidato [VIDEO] do PSL. Na publicação, ele diz que é preciso “lutar contra todas as ideologias socialistas e comunistas” e afirmou ainda que desde a criação de sua empresa lutou contra todo o tipo de preconceito. Por fim, o empresário afirmou que se estivesse pensando exclusivamente no lado financeiro, jamais manifestaria seu posicionamento político publicamente.

Vicenzza ainda afirmou que não considera o candidato Jair Bolsonaro homofóbico e por tal razão não vê conflito em ter Pabllo Vittar como garota-propaganda. O empresário chegou a ser acusado nas redes sociais de oportunismo.

TSE nega pedido de candidato para retirar reportagens

O Tribunal Superior Eleitoral negou o pedido do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, para que fossem retiradas da internet reportagens feitas pela Folha de S. Paulo sobre sua ex-assessora Walderice Santos da Conceição, que foi demitida após o jornal publicar que ela vendia açaí na praia no horário em que deveria estar trabalhando. O ministro Carlos Horbach entendeu, ao negar o pedido do candidato, que o jornal exerceu seu direito de liberdade constitucional de informação. Ainda cabe recurso à decisão.