Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, decidiu se manifestar através do seu Twitter sobre o incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, que ocasionou uma tragédia sem precedentes. O ex-jogador escreveu: "Não há nada mais fértil que as cinzas". Muitos internautas repudiaram a mensagem dele e ficaram indignados. Os comentários tomaram conta do Twitter.

No post publicado pelo Rei do Futebol, ele ressaltou que de tudo que restou do Museu, era preciso recomeçar com novas ideias.

A declaração [VIDEO] de Pelé acabou não sendo bem aceita entre os seus seguidores e muitas críticas se espalharam nas redes sociais.

Um dos internautas afirmou que era preferível estar cego hoje do que ler o que Pelé escreveu. "Calado é um poeta", disse um outro usuário.

Um internauta identificado como Ruan perguntou ao ex-jogador se seria legal ir lá e ver uma exposição de cinzas ao invés das obras de artes. Outro foi mais pragmático e escreveu: "Sim Pelé, existe uma coisa mais fértil do que as cinzas...o conteúdo de seu cérebro".

O fogo começou após o horário de visita e a polícia está investigando o caso [VIDEO]. O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, falou sobre algumas hipóteses que podem ter causado o incêndio. Ele citou um possível curto-circuito e queda de balão.

Acervos que restaram

Um das professoras do Museu Nacional, Débora Pires, afirmou que alguns acervos não foram atingidos pelo fogo. Ela citou que a maior parte ficou nas áreas de pesquisa, além da Biblioteca Central, que contém livros raros e do Horto Botânico.

Ela citou que o Museu não é só aquele palácio, existe 40 mil metros de outros espaços que fazem parte do patrimônio. Um dos pontos destacados por ela, é uma coleção vasta sobre o mar profundo do Brasil, que ficou intacta.

Declaração de Bolsonaro

O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), também foi questionado, nesta terça-feira (04), sobre qual seria a proposta dele para a manutenção do patrimônio histórico do país.

O deputado falou que não há como fazer milagres. "Já tá feito, já pegou fogo, quer que eu faça o que?", disse. Ele criticou o PSOL, PCdoB, partidos de esquerda que, de acordo com ele, são responsáveis pela administração do museu, já que o patrimônio pertence à UFRJ (universidade Federal do Rio de Janeiro), onde o reitor é filiado ao PSOL.

Uma das soluções dadas pelo candidato é evitar indicações políticas, que só pensam nos interesses próprios.

Pressionado por repórteres para falar sobre a falta de recursos para cuidar do museu, Bolsonaro disse que se não tem dinheiro, paciência. Ele ressaltou que se for eleito vai pegar o orçamento pronto.