Um dos ícones no quesito jornalismo policial, principalmente na primeira metade da década de 90, ao ficar famoso por suas reportagens de grandes crimes no telejornal Aqui Agora, do SBT, morreu nesta terça-feira (16), o repórter Gil Gomes, aos 78 anos de idade. Após passar mal, em sua casa, na noite desta segunda-feira (15), ele foi levado para o um pronto-socorro, onde veio a falecer durante a madrugada. O comunicador lutava contra um câncer no fígado e também sofria de mal de Parkinson.

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Ainda não existem informações sobre velório e sepultamento do comunicador, que foi casado duas vezes e deixa quatro filhos. Daniel e Vilma do primeiro casamento com a escritora Ana Vitória Vieira Monteiro, do qual também nasceu Guilherme, já falecido. E Flávia e Nathalie, de seu segundo casamento com Eliana Izzo.

A carreira no Aqui Agora

Gil Gomes começou no rádio, onde já narrava os mais bárbaros crimes do cotidiano de São Paulo, mas foi a partir da primeira metade dos anos 90, que a já conhecida e sinistra voz ganhou rosto no programa policial exibido nos fins de tarde do SBT.

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Com uma narrativa detalhada, geralmente feita no local do crime, um tom de voz carregado de suspense e o marcante gesto com a mão, como se estivesse acariciando um gato, o comunicador também não se intimidava quando estava frente a frente com assassinos e estupradores.

O jeito de falar também serviu de inspiração para muitos humoristas, ganhando até um personagem na Escolinha do Professor Raimundo, da Rede Globo. Diferente dos repórteres tradicionais, que apresentavam suas reportagens de terno e gravata, Gil Gomes também se destacava por exibir o ar uma vasta coleção de camisas com cores e estampas, não por poucas vezes extravagantes.

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Polícia

Após o fim do Aqui Agora, Gil Gomes foi contatado pela TV Gazeta em 1998 para ser repórter do programa Mulheres. Também passou pela TV Record, onde fez o papel de um dos professores na Escolinha do Barulho.

Afastado da TV

Em 2005 ele descobriu que era portador de Parkinson e desde então estava afastado da TV, voltando em 2016 para ser comentarista de um programa patrocinador por uma rede de farmácias. Também em 2016 fez uma aparição no programa Domingo Show, da TV Record, onde falou sobre o período em que esteve afastado do trabalho por conta da doença e se disse feliz por voltar ao trabalho.

“Passei os últimos seis anos sentado em uma poltrona, esperando a morte”, contou. “Mas voltei e estou feliz”, finalizou.

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