Gil Gomes morreu na madrugada desta terça-feira (16), no Hospital São Paulo, localizado na Vila Clementino, capital paulistana, vítima de câncer no fígado. O apresentador foi encontrado inconsciente em sua residência e levado às pressas ao hospital.

O jornalista sofria de mal de Parkinson, uma doença degenerativa crônica no sistema nervoso do cérebro, que provoca tremores e dificuldade na coordenação motora do corpo.

Na segunda-feira (15), Gil Gomes já havia passado mal em sua residência, no bairro da Saúde em São Paulo, e foi socorrido pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência ‘SAMU’, onde foi levado ao pronto-socorro do Hospital São Paulo, mas não resistiu e os médicos de plantão confirmaram o óbito na madrugada desta terça-feira (16).

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Em uma entrevista ao portal UOL no ano de 2016, Gil comentou sobre sua doença e os planos para voltar à Televisão em um programa de rede de farmácias, apresentado pela TV Ultrafarma. "Estou com Parkinson. Eu tremo. Parecia impossível voltar".

Gil Gomes tinha quatro filhos e nove netos, e segundo uma de suas filhas, era uma pessoa única na comunicação, que repudiava injustiças sociais. ‘Era muito considerado desde os delegados até as classes mais humildes’, disse a filha.

Muitas pessoas famosas lamentaram a morte do jornalista através das redes sociais, como o atual presidente, Michel Temer (MDB), que postou em seu perfil do Twitter, elogios a Gil, por ser único e carismático, marcando para sempre o jornalismo brasileiro.

O velório de Gil Gomes teve início às 14hs desta terça-feira (16) na Capela Obelisco, localizada no bairro da Vila Mariana em São Paulo, e o enterro está previsto para esta próxima quarta-feira (17), no Cemitério Memorial Vertical de Guarulhos, localizado na Vila Brermen em Guarulhos, SP. O horário do sepultamento ainda não foi informado.

A ampla carreira de Gil Gomes

Cândido Gil Gomes Júnior, nasceu no ano de 1940, em São Paulo, e ingressou na carreira de radialista com apenas 18 anos de idade, onde se tornou locutor esportivo em uma rádio local.

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O dono da voz mais conhecida do Brasil no jornalismo crônico policial, não imaginava na época trabalhar em jornalismo policial e muito menos cobrir matérias de crimes. Chegou a comentar em uma entrevista concedida à Folha de São Paulo no ano de 2018, que polícia para ela significava “coisa de mundo cão”.

Em 1968, o então radialista esportivo começou a cobrir reportagens com temas mais amplos e variados, onde em uma cobertura ‘ao vivo’ de denúncia por abuso sexual, no próprio edifício onde trabalhava, ele se destacou como jornalista, e a partir daí, direcionou seu talento narrativo para crônicas policiais.

O reconhecimento nacional chegou apenas na década de 90, onde Gil Gomes foi convidado pelo canal ‘SBT’, a integrar a equipe de jornalismo popular “Aqui e Agora”, que mais tarde o tornaria um dos mais Famosos e respeitados jornalistas policias do Brasil.