As eleições presidenciais brasileiras estão tomando proporções jamais vistas anteriormente e muitos grandes nomes do exterior têm se manifestado, a maior parte deles contra Jair Bolsonaro. Nesta terça-feira (9), em um show realizado no Allianz Parque, em São Paulo, o cantor britânico Roger Waters decidiu se posicionar contra o candidato do PSL e recebeu uma sonora vaia de parte dos 45 mil presentes no espetáculo.

Desde os tempos em que era vocalista do Pink Floyd, o cantor sempre tocou em temas políticos e não tem sido diferente em sua carreira solo.

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A atual turnê é recheada de críticas políticas e sobrou até mesmo para Jair Bolsonaro. Em determinado momento do show, em um gigante telão ao fundo do palco, foi exibida uma lista de políticos que ele classifica como fascistas e no final dela foi incluído o nome de Bolsonaro. Em um primeiro momento, parte do público se manifestou positivamente à mensagem, mas logo em seguida veio a primeira enxurrada de vaias.

Ele não e mais vaias

Em outro momento, o telão exibiu a hashtag “EleNão”, uma campanha encabeçada por artistas contra o candidato do PSL, mas que não tem surtido efeito prático, uma vez que após seu início, o político teve grande crescimento nas pesquisas e flertou com uma vitória em primeiro turno.

Após o surgimento da frase, houve cerca de quatro minutos de vaias e xigamentos, misturado com aplausos de outra parte da plateia. A manifestação deixou o cantor visivelmente constrangido e sem saber o que fazer. Ao finalmente conseguir falar, após a forte manifestação do público, Roger disse que sabia que isso iria acontecer, pois segundo ele, em São Paulo e na América do Sul, as pessoas “têm fama de ter muito amor no coração”. A fala só fez aumentar ainda mais a onda de vaias. “O cara acabou com o show”, disse um expectador que filmava o constrangimento.

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Mais para o final da apresentação, o cantor fez outro discurso afirmando que acredita nos Direitos Humanos e que sempre leva essa mensagem em seus shows. Ele também citou o fato do Brasil ter uma nova eleição daqui a três semanas e que é contra o ressurgimento do fascismo em todo o mundo.

Claramente se mostrando contra Bolsonaro, ele afirmou preferir “não viver sob as regras de alguém que acredita que a ditadura militar é uma coisa boa”. Logo em seguida, quando se iniciou uma nova Música, o #EleNão voltou a aparecer, desencadeando nova onda de vaias e aplausos.

A turnê de Roger Waters no Brasil ainda inclui shows em Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. Agora resta saber se ele manterá a mesma postura.