Segundo o portal Guarulhos web, uma viatura do Corpo de Bombeiros, transportou o corpo do radialista para o sepultamento, num caixão coberto pela bandeira da Portuguesa, ao Cemitério Vertical, no Jardim Adriana. A morte desse radialista que se dedicou ao jornalismo policial, nesta terça-feira (16), aos 78 anos de idade, surpreendeu o mundo do rádio e da televisão, por onde Gil Gomes transitou, construindo seu profissionalismo na área da Comunicação.

Doença de Parkinson deixava trêmulas as mãos do repórter

Registrado como Cândido Gil Gomes Júnior, e popularmente conhecido como Gil Gomes, o jornalista, que sofria há anos com a doença do Mal de Parkinson, lhe causando tremedeiras nas mãos e dificuldades na articulação das palavras, morreu no Hospital São Paulo, Zona Sul da Capital. Gil, que nas manhãs radiofônicas, recitava o bordão: “Gil Gomes lhes diz, bom dia!”, teve quatro filhos e nove netos. O corpo do jornalista foi velado na Capela Obelisco, localizada no bairro da Vila Mariana.

Gil Gomes cativou seu público com doses de suspense nos fatos

Gomes nasceu no ano de 1940, na Mooca, São Paulo, iniciando o relato de ocorrências policiais, por volta de 1968, na Rádio Marconi. Com seu jeito único de cativar o seu público, transformava situações policiais em dramaturgia com doses de suspense. Ele também passeou pelas transmissões de jogos de futebol. Com a sua voz grave e seu jeito despojado, aparecia nas redes de TVs, como no programa “Aqui Agora”, do SBT, usando camisas largas de tecidos estampados, e movimentando a mão.

Não perca as últimas notícias!
Clique no tema que mais te interessa. Vamos te manter atualizado com todas as últimas novidades que você não deve perder.
Famosos

A doença de Parkinson, foi descoberta em 2005. Recentemente, Gil Gomes fez algumas aparições no programa vespertino Mulheres da TV Gazeta, da então apresentadora Cátia Fonseca. Já bem debilitado, o repórter se esforçava na divulgação de produtos da Rede de Farmácias Ultrafarma.

Admiradores do estilo Gil Gomes, profissionais comentam sua morte

O comentarista de futebol, Walter Casagrande, lamentou a morte do radialista em sua rede social: “Morreu Gil gomes, jornalista pioneiro na área policia".

Casagrande afirma que sempre admirou o trabalho desse intrépido profissional e que o encontrou muitas vezes e também que quando criança ouvia o programa dele pelo rádio na companhia de sua mãe.

Também comentarista, Milton Neves, lembrando a recente despedida do comunicador Zé Betio, destacou: “O rádio chora de saudades”. O jornalista Álvaro Pereira Júnior, destacou que perdia muitas aulas na faculdade, pois esperava o contador dos fatos contar o final das situações.

O apresentador Otaviano Costa disse que o jornalista possuía talento absurdamente original.

Não perca a nossa página no Facebook!
Leia tudo