A apresentadora Izabella Camargo estava em licença médica após sofrer com a síndrome de burnout. Ela teve que se afastar dos seus trabalhos na Rede Globo para poder se recuperar. Entretanto, ao voltar ao trabalho, ela foi surpreendida com uma demissão. Izabella não faz mais parte do quadro de apresentadores da emissora.

A decisão de rescindir seu contrato partiu da própria emissora. Na semana que vem, os papéis serão assinados e a jornalista, que já estava há seis anos e meio trabalhando no canal, terá que dar adeus à sua equipe de trabalho.

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Ela recebeu a notícia demonstrando entendimento com o fato e ressaltando, em uma declaração, que cada ciclo tem o seu tempo e chegou o momento dela não fazer parte mais da Globo.

Na sua trajetória na emissora, a jornalista enalteceu as inúmeras pessoas maravilhosas que encontrou pelo caminho. Ela era conhecida como a "moça do tempo", onde teve grande destaque nas previsões meteorológicas. Ela disse que a sintonia com o público e outros apresentadores a ajudaram muito, inspirando para que ela pudesse dar o melhor dela nos trabalhos.

Ela afirma que vai seguir em frente, agradecendo por tudo aquilo que conquistou na Globo. Por enquanto, ela ainda não tem proposta de nenhum outro canal.

Síndrome de burnout

A síndrome de burnout é um transtorno causado por um estresse excessivo, que impossibilita a pessoa de realizar questões simples do dia a dia. A causa dessa doença é a junção de muitos problemas sociais e profissionais, que quando se encontram podem ocasionar uma debilitação no corpo e na mente.

O perfeccionismo, por exemplo, pode ser um indício do começo da doença.

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Para se ter uma ideia da gravidade disso, muitas pessoas podem acabar se suicidando, pensando ser a melhor forma de se livrar dos problemas. Jornalistas são alvos fáceis dessa doença, em decorrência da grande agitação que possuem durante todo o dia em busca de matérias e sendo rápidos nas notícias.

Características da doença

Três características marcam a presença dessa doença. Segundo a psicóloga Ana Maria Rossi, as pessoas se sentem exaustas, e sem recursos físicos e emocionais. Começam a surgir fraquezas, dores, náuseas, alergias, distúrbios do sono e diminuição do desejo sexual.

A segunda característica seria a despersonalização e o distanciamento afetivo. A pessoa acaba se tornando fria com seus companheiros de trabalho e uma pessoa negativa.

E, por último, a falta de produtividade. A pessoa produz pouco e acha que nada tem valor.