O caso Daniel sofreu algumas reviravoltas ao longo das investigações. Agora, as versões do crime contadas por suspeito e testemunhas divergem em alguns pontos, principalmente em questões como quem teria matado, quem seriam os co-autores e qual seria a motivação do assassinato.

Segundo a versão do suspeito Edison Brittes Júnior, o Juninho, tudo começou quando a família (pai, esposa e filha) comemorava os 18 anos de Allana em uma boate em Curitiba.

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O 'after party', ou seja, o pós-festa continuou na casa da família. O jogador Daniel Corrêa, do São Paulo, que estava emprestado ao São Bento, chegou ao local por meio de um Uber, junto com amigos.

Em um determinado momento, Edison afirma ter ouvido gritos de sua esposa, Cristiane, pedindo socorro. Neste momento ele teria ido até o quarto, percebido que a porta estava trancada e a arrombado. Daniel estaria apenas de cueca sobre sua esposa e a cena teria revoltado o autor do crime.

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Diante da cena, Juninho teria começado a espancar o rapaz dentro do quarto. A violência só teria parado quando o jogador ficou desacordado.

Edison teria então colocado o jogador no porta-malas de seu veículo, levado-o até um matagal em São José dos Pinhais e matado Daniel Corrêa. O jovem estava sem as partes íntimas, que lhe foram arrancadas e jogadas em um rio, além de ter o pescoço cortado. Edison disse que cometeu o crime sozinho.

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Polícia

Por outro lado, esta versão não corrobora completamente com a versão das testemunhas. O site G1, do grupo Globo, fez um levantamento de todas as divergências entre o relato de Edison e de algumas testemunhas. Uma, inclusive, a testemunha-chave do caso, já até teria dito que foi ameaçada pelo suspeito e pediu proteção à Justiça.

Apesar do crime parecer estar esclarecido, tudo pode sofrer nova reviravolta.

Segundo Datena, do programa Brasil Urgente, da Band, é possível que o suspeito tenha omitido alguns detalhes em sua versão, para se beneficiar com atenuantes previstos na Justiça.

Divergência entre o depoimento de Juninho e da testemunha-chave que podem causar reviravolta no caso Daniel

1) Edison relata que ouviu gritos da esposa pedindo socorro. Já a testemunha diz que o suspeito deu falta de Daniel e então foi procurá-lo.

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Somente depois de alguns segundos ouviu os gritos da esposa, porém não era possível precisar se ela pedia para ele não bater no jovem ou algo diferente. A Polícia não confirma se houve estupro, ou tentativa, ainda. Está em investigação.

Cabe esclarecer que, no caso de Daniel ter mesmo colocado a vida ou a honra de Cristiane em risco, a ação de Edison teria o atenuante de agir para defender a honra da família.

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2) Suspeito relata que matou Daniel com uma faca que já estava no carro. A testemunha diz que ele pegou a faca na cozinha. Isto poderia caracterizar a premeditação ou não do crime, já que Daniel já estava dominado e supostamente desacordado.

3) Por fim, a testemunha ainda relata que Edison convocou os três homens que teriam participado do crime, além da testemunha-chave para combinar a versão que seria dita na policia. Isto poderia caracterizar novo crime.

O delegado do caso, porém, não minimizou o crime e disse que, independente do que tenha acontecido antes, houve um crime bárbaro e isto seria inegável.

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