A modelo brasileira Gisele Bündchen fez um apelo para o presidente eleito Jair Bolsonaro. Gisele, conhecida como defensora e colaboradora de projetos do meio ambiente, questionou, através de rede social, a decisão tomada por Bolsonaro nesta última terça-feira, 30 de outubro.

Bolsonaro disse que, em decisão, os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura irão se fundir. O objetivo é que eles tornem-se apenas um ministério dentro do departamento político. A decisão fez algumas pessoas criticarem a decisão.

Publicidade

No Twitter, Gisele Bundchen falou sobre o caso, escrevendo uma carta direcionada a Bolsonaro como forma de apelo para uma mudança de posicionamento do político.

De início, Gisele Bundchen disse: "como defensora do meio ambiente e cidadã brasileira, preciso manifestar a preocupação com a proposta de união entre os Ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura". A modelo disse que os dois órgãos têm grande importância perante a sociedade, porém a modelo enfatizou que inúmeras vezes eles se tornam incompatíveis.

Gisele demonstrou medo da união dos ministérios causar prejuízos na preservação da natureza, denegrindo o meio ambiente por questões ligadas ao lucro no agronegócio.

Caminho sem volta

A modelo enfatizou que a decisão pode gerar um "caminho sem volta". Ela destacou as condições favoráveis da fauna e flora brasileira e enfatizou que acredita que o Brasil pode seguir em um cenário de desenvolvimento sustentável.

Gisele enfatizou o risco da decisão do presidente eleito, dizendo que isso prejudicaria a Amazônia e outras florestas que servem de equilíbrio natural climático.

Publicidade

Em apelo, Gisele disse para não permitir que o Brasil retroceda em décadas na batalha a favor das florestas.

Veja abaixo o texto na íntegra da modelo:

A modelo mostrou que direcionou o texto para Jair Bolsonaro, marcando o twitter do político na publicação.

Bolsonaro

Após notícia vincular na imprensa, Bolsonaro disse em programa católico que as duas pastas manterão-se separadas.

Além do mais, Bolsonaro disse que o objetivo é entregar o Meio Ambiente a alguém que seja relacionado com essa área. O político disse que quer alguém que represente a pasta, porém não interfira no processo de desenvolvimento econômico do Brasil.

Nesta última quinta-feira (01), Jair Bolsonaro também causou polêmica ao colocar o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro, no comando do Ministério da Justiça.