A TV Bandeirantes e os integrantes do programa Pânico, que já está fora da grade da emissora do Morumbi, foram condenados pela Justiça de São Paulo a pagarem indenização de R$ 300 mil à atriz Luana Piovani por danos morais. Ainda cabe recurso.

De acordo com a decisão tomada pela 1ª Vara Cível de Pinheiros, em São Paulo, foram condenados o apresentador Emílio Surita, o humorista Rodrigo Scarpa, conhecido como Repórter Vesgo, o ex-diretor Alan Rapp, além do ex-produtor Marcelo Picón, o Bolinha.

A ação é por conta de uma reportagem exibida em 2014, quando Luana passeava com seu marido, Pedro Scooby, em uma praia e foi abordada por uma equipe do programa.

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De acordo com a atriz, o programa exibiu “matéria jornalística com o intuito de ofendê-la e humilhá-la”. Além disso, de acordo com ela, os humoristas usaram suas imagens na praia, em momento de lazer, sem sua autorização. Na ação ela também afirma que o programa a chamou de “piranha” e que pessoas foram entrevistas falando mal dela.

A sentença citou ainda que a emissora não celebrou qualquer contrato com a atriz com o intuito de torná-la atração principal de uma atração televisiva, que durou vários minutos e lembrou que são promovidos constrangimentos públicos com aqueles que não querem participar da matéria veiculada.

Os humoristas e a Band ainda não se manifestaram sobre a condenação.

Troca de farpas

Na época em que a matéria foi ao ar, Luana Piovani se queixou nas redes sociais e chamou o apresentador Emílio Surita e Rodrigo Scarpa, o Vesgo, de lazarentos. Os dois humoristas chegaram a entrar com uma ação contra a atriz por danos morais, mas a 1ª Vara Cível entendeu que as ações eram improcedentes e também que a reação de Luana não fugiu o limite de uma pessoa indignada.

Advogado não apenas de Luana, como também de outros artistas que se sentiram ofendidos com o programa Pânico, Ricardo Brajterman disse que a extinta atração da Band se utilizava de imagens de artistas sem a devida autorização.

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Ele lembra ainda que apesar de ter sido condenado em outras ocasiões, a atração “continuou com seu estilo grosseiro, que nada tem a ver com jornalismo”. Além disso, segundo Brajterman, as imagens dos artistas são usadas de forma comercial e eles não recebem nenhum centavo por isso.

Depois de fazer sucesso na Rede TV por quase uma década, em 2012 a atração migrou para a Bandeirantes, onde ficou no ar até o ano passado, e agora segue apenas com sua versão na rádio Jovem Pan.