Um vídeo que mostra uma jovem sendo agredida pelo namorado, em Goiás, causou grande repercussão e consequentemente a manifestação de alguns Famosos que se revoltaram com a situação.

O caso envolveu a advogada Luciana Sinzimbra, de 26 anos, que gravou o momento em que é violentada física e psicologicamente por Victor Junqueira, de 24 anos. O crime ocorreu na madrugada do último dia 15.

Como geralmente acontece nos casos de denúncia por agressão [VIDEO], devido ao fato do rapaz ser filho de um ex-prefeito e também trabalhar como piloto, seria difícil acreditar na moça e tomar as devidas providências.

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No entanto, isso não intimidou a agredida de tomar a iniciativa de fazer uma denúncia contra o namorado. E também não deixou que ela tivesse o apoio de muitas mulheres, incluindo muitas celebridades, que tomaram as dores da agredida.

Nesta quinta-feira (27), alguns famosos se posicionaram a favor da advogada e pediram justiça através dos perfis no Instagram, entre eles: Bruna Marquezine, Bruna Linzmeyer, Alice Wegmann e Aline Moraes. Todas aderiram ao movimento “Mexeu com uma, mexeu com todas”.

Nas declarações dos famosos, houve muita indignação pelo ocorrido e um grande apoio para a atitude de Luciana em denunciar o agressor. Elas ressaltaram a força que teve a advogada e lembraram a triste realidade que acontece no Brasil, de que a Mulher antes de fazer uma denúncia por ser agredida, ela já apanhou em média 7 vezes. E ainda afirmam que essa postura, transmite uma inspiração de continuar na luta para acabar com a violência contra a mulher.

Demonstrando estarem unidas, elas pediram respeito para com Luciana, solicitando que o vídeo em que ela aparece apanhando não seja repassado.

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E concluem, enaltecendo o exemplo da advogada de sempre denunciar usando o número 180 os homens que as agridem, pois, segundo elas, se eles batem é porque não as amam.

Triste realidade da violência contra a mulher no Brasil

O Brasil apresenta a triste realidade de ser o quinto país com a maior taxa de feminicídio do mundo.

As mulheres morrem após serem várias vezes agredidas por seus companheiros, que ficam impunes e às vezes nem chegam a ser denunciados.

Essas tragédias poderiam ser evitadas, mas em razão da banalização e medo de denunciar o agressor, as mulheres continuam sendo espancadas até ocorrer a morte.

Com a finalidade de proteger a mulher foi criada a Lei Maria da Penha sob o número 11.340/2006, porém a mesma legislação não prevê uma pena mais rigorosa para aquele que mata a mulher, por questões de gênero.

Com a Lei do Feninicídio, quem matar uma mulher por razões do sexo feminino, passará a responder pelo homicídio qualificado. Dessa forma, a pena é maior que do homicídio simples.