Morreu no final da noite desta sexta-feira, dia 18, aos 53 anos de idade, um dos fundadores do grupo O Rappa, Marcelo Yuka, aos 53 anos de idade. O músico estava internado no hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão. Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana, mais conhecido popularmente pela alcunha de Marcelo Yuka, teve uma vida baseada em lutas e glórias, numa bela trajetória.

Alvejado por nove vezes na Tijuca

Sua luta pela vida teve basicamente início quando foi vítima de nove tiros na rua José Higino, no bairro da Tijuca.

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Marcelo Yuka havia saído do carro para tentar proteger uma mulher que viu ser assaltada. Acabou ficando paraplégico no mês de novembro do ano 2000.

A condição acabou desencadeando inúmeros problemas de saúde, e, após seu último disco, "Canções para depois do ódio", de 2017, o músico já enfrentava um quadro grave, e ocupava um quarto de hospital, onde passou grande parte dos anos de 2017 e 2018.

Fundação do Rappa e letras que explanavam sua militância

Marcelo Yuka foi um dos fundadores da banda que misturava reggae e rock e que contagiou o Brasil.

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Pelo Rappa, Yuka buscava transmitir um pouco dos problemas que circundavam o país, sobretudo focando na desigualdade social e no racismo. Ao longo dos anos, conseguiu, através de sua poesia musical, levar o seu ativismo para dentro da banda.

Como um dos fundadores da banda em 1993, Yuka permaneceu no grupo até meados de 2001, poucos meses após ficar paraplégico, o que dificultava o seu desempenho na bateria. Sua saída, no entanto, foi um momento amargo, e, à época, afirmou que parte de sua saída se devia à ganância, enquanto outra parte ao poder, terminando em rusgas com o então líder Falcão. Foi no mesmo ano que o Rappa e Yuka acabaram tendo destinos diferentes.

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Famosos

Campanha com Freixo para vice-prefeito da cidade do Rio de Janeiro

Após deixar de vez a bateria por conta de seus problemas referentes à saúde, fez da composição musical o seu principal ofício. Chegou a fundar F.UR.T.O, e ainda uma ONG em conjunto, que visava o apoio às pesquisas de células-tronco. O ativismo protagonizado por Yuka ainda se tornou referência em documentário, e acabou invadindo às telonas. "No caminho das setas", dirigido por Daniela Broitman, e lançado em 2011, foi premiado como melhor montagem no Festival do Rio de Janeiro do mesmo ano.

Filiado ao PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) ainda foi candidato a vice-prefeito do Rio de Janeiro, ao lado de Marcelo Freixo, no pleito de 2012. Após a notícia da morte do cantor, o nome de Marcelo Yuka subiu aos Trending Topics do twitter.

Confira algumas das reações:

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