O ator Fábio Assunção, recentemente alvo de polêmicas e discussões nas redes sociais a respeito da sua dependência química (fato transformado em piada, através de memes, máscaras de carnaval e músicas), esteve, durante o fim de semana do dia 9 de março, em uma aldeia indígena localizada no Acre, em uma cidade a 362 km da capital do estado.

O motivo da viagem, segundo informado pelo ator, em ocasião da sua chagada no aeroporto de Rio Branco, a capital do estado, foi um tratamento espiritual com o chá de Ayahuasca, também conhecido como “daime“, e associado a ritos de diferentes religiões e grupos sociais, que utilizam tal chá para fins diversificados, com foco em questões espirituais.

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Para Fábio, a principal motivação para ir até a localidade e fazer uso do chá Ayahuasca foi o tratamento espiritual que Assunção diz que a bebida proporciona. Chegando sozinho na Aldeia Morada Nova, na cidade de Feijó, o ator participou de mais ritos referentes às crenças dos indígenas locais, como o banho de ervas medicinais, que funciona para a limpeza do corpo, e ainda recebeu o rapé, uma espécie de pó utilizado para propósitos medicinais e cerimoniais.

A escolha da tribo em questão também não se deu ao acaso.

Na verdade, ela foi motivada pelas razões que a tornaram conhecida: a aldeia em questão serviu como local de tratamento para outros dependentes químicos, uma vez que o tratamento realizado através da ingestão do ayahuasca consegue sucesso na ajuda de casos semelhantes aos de Fábio Assunção.

Retorno após tratamento

O ator retornou à sua casa, localizada na cidade de São Paulo, após três dias de tratamento. O seu retorno aos palcos, porém, só se deu na última sexta-feira, dia 16. O ator está, atualmente, integrando ao elenco da peça “Dogville”, em cartaz na capital paulista, e posou feliz ao lado dos companheiros de elenco e equipe em um bar, logo após o espetáculo que marcou o seu retorno.

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Caso você possua interesse de conferir o trabalho de Fábio nos palcos, a peça “Dogville”, baseada no longa-metragem homônimo, do diretor dinamarquês Lars Von Trier, fala a respeito de uma pequena cidade obscura, localizada em uma cadeia de montanhas. Em tal cidade, vivem poucas pessoas, de aparência acolhedora e bondosa.

A rotina dos moradores de Dogville é sempre pacata e sem maiores arroubos, até o momento da chegada de Grace (interpretada por Mel Lisboa), uma mulher misteriosa que procura abrigo para se esconder de alguns gângsters.

Grace é recebida por Tom Edison Jr. (Rodrigo Caetano), que se comove com a sua situação e convence aos demais moradores da cidade a aceitar a presença da mulher, que passa a oferecer pequenos serviços para as famílias locais como modo de agradecer a sua generosidade. Porém, conforme os habitantes de Dogville percebem a bondade de Grace, assim como a sua vulnerabilidade, as coisas de modificam e quanto mais ela se doa, mais os cidadãos a exploram, levando-a a situações extremas.