A fazendeira da semana, Sabrina Paiva, e a Record TV foram aplaudidas pelos peões do reality "A Fazenda 11" nesta quarta-feira (6) com comunicado repudiando a atitude racista de um operador de câmera. Ele teria se dirigido à ex-miss São Paulo (2016) dizendo: "senta aí macaca".

A modelo leu nesta terça-feira (5) nota da Record TV repugnando o comentário preconceituoso do cinegrafista. Depois desse ataque, Paiva venceu a prova da etapa, tornando-se a fazendeira.

As peoas Thayse e Andréa Nóbrega disputam os votos do público para ver qual das duas permanecerá no reality.

Pelo comunicado que foi lido pela modelo diante dos demais participantes do reality, a Record TV informou que a produtora do programa, Teleimage, identificando o protagonista do episódio, desligou-o imediatamente do seu quadro de funcionários. Ainda pela nota, a agressão verbal à peoa teria ocorrido quando ele se encontrava atrás de um dos espelhos da sala, onde os participantes aguardavam ao vivo o apresentador Marcos Mion. Após esse ocorrido, Sabrina participou de uma prova, conquistando o cargo de fazendeira da semana.

Record TV se manifesta em nota

Pontos principais da nota da Record TV ressaltam a rejeição da emissora ao episódio e por qualquer outro delito preconceituoso. Imediatamente ao fim do programa, a produção identificou o ofensor, repreendendo-o e rescindindo seu contrato de trabalho. A Record TV destacou, ainda aos participantes do reality show, seu repúdio veemente a esta atitude e qualquer outra forma de discriminação.

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A Fazenda

A emissora acrescentou que por se tratar de ofensa racial, a participante Sabrina Paiva tem o direito de apresentar denúncia oficial ao ofensor caso assim ela quiser. A emissora também se colocou à disposição quanto a esse respeito. A Record TV e a produtora Teleimage lamentam o fato e afirmam não aceitar ocorrências dessa natureza em suas produções.

Após Sabrina ter lido o comunicado, os peões, indignados com a situação, uniram-se às dores da modelo e cada um expressou a respeito do caso.

A própria Sabrina disse ter ouvido nitidamente o que foi dito pelo operador de câmera: "eu tava tomando água e daí ele falou: 'senta aí macaca'. E falou um palavrão".

Racismo é crime de reclusão na Lei 7.716

Entre outros agravantes de atos ofensivos como este sofrido por Sabrina Paiva, a Lei Nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, prevê punição para praticantes de crimes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Pela lei, a pena pode ser de dois a cinco anos de reclusão.

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