Este artigo continha um erro e foi alterado em 5/2/2020*

De acordo com informações da Tolkien Society, organização beneficente que se dedica à promoção da vida e da obra do escritor J.R.R Tolkien, o filho do escritor, Christopher Tolkien, faleceu na última quinta-feira (16).

Christopher tinha 95 anos e foi o responsável pela publicação, assim como pela edição, de boa parte da obra literária deixada por seu pai, e publicada após a morte do autor de "O Senhor dos Anéis".

Segundo o site G1, Christopher Tolkien era o terceiro filho do escritor e o mais novo entre os irmãos. Em 1973, data que marca o falecimento do autor de "O Hobbit", ele assumiu a tarefa de cuidar da obra do pai, o que fez até o ano de 2017.

Um dos maiores sucessos de J.R.R Tolkien, para além das sagas citadas anteriormente, O Simlarillion, foi publicado postumamente por Christopher. A obra se dedica a narrar as origens da Terra Média, local que serviu como pano de fundo para as aventuras vividas pro Frodo e seus amigos em "O Senhor dos Anéis".

Além da publicação de "O Silmarillion", Cristopher Tolkien também foi o responsável por "Beren e Lúthien", e o responsável por fazer vários desenhos de mapas contidos nas edições originais de "O Senhor dos Anéis".

O que a morte significa para 'O Senhor dos Anéis'

De acordo com o site Omelete, que se dedica a cobrir vários setores da cultura pop, o falecimento de Christopher é mais significativo para a obra de J.R.R Tolkien do que pode parecer à primeira vista.

Ao longo dos anos, o filho do escritor ficou conhecido por “blindar” a obra de seu pai de possíveis adaptações que não fossem consideradas respeitosas com o legado de Tolkien.

Dessa forma, de acordo com o site citado, a morte de Christopher representa uma maior possibilidade de ver as várias obras de Tolkien adaptadas para os formatos de séries e filmes, visto que elas não contarão mais com a sua proteção.

Essa proteção dispensada aos livros está ligada ao fato de que o próprio J.R.R Tolkien não era simpático à ideia de ter a sua obra adaptada para o cinema. Entretanto, acabou vendendo os direitos autorais de "O Senhor dos Anéis" e "O Hobbit", quando anda era vivo, em meados da década de 1960.

A venda dos direitos deu origem à trilogia dirigida por Peter Jackson, que conquistou crítica e público.

Apesar do sucesso, a franquia acabou gerando o descontentamento de Christopher, que chegou a criticá-la publicamente.

De acordo com o filho de Tolkien, os filmes feitos por Jackson não abordam a essência da obra, que seu pai gostaria que fosse transmitida, e se dedicam a agradar o público adolescente, desconsiderando o “impacto filosófico” que o autor gostaria que a sua obra tivesse no público.

Apesar de estar somente tentando proteger o legado do pai, Christopher acabou conquistando a antipatia dos fãs de "O Senhor dos Anéis" ao longo dos anos e sendo considerado o “culpado” por obras como "O Silmarillion" não terem sido levadas às telas.

*Correção: ao contrário do que o artigo informava inicialmente, o nome correto da obra é "O Silmarillion", e não "O Simarillion".

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