As campanhas contra o assédio tem sido feitas com certa frequência nos últimos anos, e na última quinta-feira (20) uma campanha feita pela 99 gerou polêmica na web ao tratar do combate ao assédio. Ao Longo do Carnaval (21 a 26) a 99 anunciou que iria oferecer viagens com desconto para as mulheres que tivessem como destino a Delegacia da Mulher.

Assédio no Carnaval e a polêmica da 99

A campanha não foi bem aceita por alguns internautas, e chegou a ser criticada por oferecer desconto, mas não disponibilizar motoristas treinados para lidar com este tipo de situação, e nem mesmo dar a opção do passageiro escolher uma motorista mulher, por exemplo, em um momento que a vítima está traumatizada e quer se sentir segura.

Rebatendo as críticas, a empresa esclareceu que a ação tem como foco incentivar as denúncias e tentar tornar o aplicativo mais seguro. A 99 contratou alguns influenciadores digitais e Famosos para que divulgassem a ação, porém, as críticas não pararam e se tornou um dos assuntos no Twitter, que salientou que além de não proporcionar tratamento especializado às mulheres, a campanha também pode ser entendida como uma maneira de tentar normalizar o assédio, ao invés de promover campanhas que previnam ou repudiem o ato.

Uma internauta chegou a dizer que a campanha podia ser entendida como se, de qualquer forma, ela fosse ser assediada. Já outra mulher reclamou do desconto oferecido, e ressaltou que neste período as corridas são mais caras por conta da demanda.

Outra internauta ressaltou que poderia haver um incentivo para as motoristas mulheres, e a possibilidade de escolher o gênero do motorista, já que existem casos numerosos de assédios no carro.

Houveram pessoas que se mostraram favoráveis a campanha, e ressaltaram que o abuso existe, e que a empresa estaria tentando dar apoio às vítimas, e que estão dando um papel a empresa que seria do Estado.

Outra internauta ainda ressaltou que muitas mulheres que são vítimas não tem condições de ir a uma delegacia, até pela questão socioeconômica das mulheres.

Apps de corrida com episódios de assédio

Uma questão que impulsionou a polêmica foi que nesta última semana foi um vídeo que viralizou nas redes sociais em que um motorista assediava uma menina menor de idade.

O caso repercutiu por toda a web e gerou a expulsão do motorista da Uber e da 99. Em 2019, o motorista da 99 foi expulso ao agredir mulheres da equipe do ator Felipe Tito, o que também gerou polêmica.

Como denunciar o assédio?

Os especialistas recomendam que levando em consideração que a vítima pode estar alcoolizada, nervosa, fragilizada e ou alterada, por isso, uma outra opção além de ir a Delegacia da Mulher é ligar para o 180, que oferece encaminhamento para as vítimas, além de gerar estatísticas sobre o assédio sexual no País. Além disso, cidades como São Paulo possuem tendas especializadas no atendimento a vítimas de assédio sexual.

Nota oficial da 99

Em nota oficial a imprensa, a 99 salientou que a segurança dos seus passageiros e de seus motoristas é essencial para a empresa, e que constantemente há um trabalho para aprimorar as ferramentas de segurança.

A empresa ainda ressalta que com estes aprimoramentos, a 99 reduziu em 60% o volume de ocorrências graves no ano de 2019. A 99 ainda ressalta que defende o respeito as mulheres, e que apoia qualquer campanha em prol desta causa e ao combate ao assédio. A empresa ainda ressaltou que apoia a campanha #CarnavalSemAssédio do Catraca Livre.

A empresa ainda esclareceu que possui diversas ferramentas de segurança para proteger as mulheres em seu app, e que a 99 disponibiliza treinamento para os seus motoristas, através de um curso online sobre o combate ao assédio. O conteúdo foi idealizado por uma plataforma especializada em ensino digital, além de ter tido a curadoria de especialistas em assédio, como a Think Eva.

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