Morreu na tarde desta quarta-feira (19), em São Paulo, aos 83 anos de idade, o ator e cineasta José Mojica Marins, conhecido como Zé do Caixão. Ele estava internado no hospital Sancta Maggiore desde 28 de janeiro para tratar de uma broncopneumonia. A morte foi confirmada por sua filha, Linz Marins.

Em 2014, ele já havia sofrido um infarto e passou por uma angioplastia. No ano seguinte foi tema de uma exposição no Museu da Imagem e do Som.

Filho de Antonio André e Carmen Marins, dois artistas circenses, e pai de sete filhos, Zé do Caixão nasceu no dia 13 de março de 1936, em São Paulo. Ao longo de uma extensa carreira ele atuou em mais de 50 filmes e dirigiu 40 produções no Cinema.

Sei velório está previsto para acontecer no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo.

Personagem Zé do Caixão surgiu em um pesadelo

O apelido que carregou durante praticamente toda sua carreira veio por conta de sua atuação no filme "À meia-noite levarei sua alma", produzido em 1964. O filme foi um grande sucesso, com filas na entrada do cinema virando o quarteirão.

Esse agente funerário sádico, personagem mais famoso do ator, também aparece nos filmes “Esta noite encarnarei no teu cadáver”, de 1967, "O estranho mundo de Zé do Caixão", de 1968, e, por último, “Encarnação do demônio”, produzido em 2008.

Em uma entrevista, Mojica disse que seu personagem mais famoso surgiu durante um pesadelo, em que um homem, usando uma capa preta, o arrastava para um túmulo.

Josefel Zanatas, nome verdadeiro do personagem, era filho de um casal proprietário de uma rede de funerárias. Tal profissão dos pais fez com que Josefel na infância fosse uma criança muito discriminada pelos colegas de escola.

Tal personagem se tornou tão popular que acabou se confundindo com seu próprio criador.

Em 2014 ele foi enredo da escola de samba paulistana Rosas de Ouro. Na época ele disse que não gostava muito de carnaval, que achava o desfile cansativo, mas se era pelo bem de São Paulo topou desfilar no Anhembi. “Nunca gostei de carnaval. Não faz muito minha praia”, disse.

Carreira no cinema

A carreira no cinema começou quando ele tinha apenas 17 anos, quando fundou a Companhia Cinematográfica Atlas, que fazia a produção de filmes amadores.

O primeiro longa, “A sina do aventureiro”, foi produzido em 1958.

Além de produções do gênero terro, Zé do Caixão também fez filmes de aventura, faroeste, pornochanchada. Nos anos 60 influenciou o movimento do cinema marginal.

Na década de 90 ele apresentou o programa "Cine Trash", na TV Bandeirantes, e em 2008 estreou o programa de entrevistas no Canal Brasil chamado "O estranho mundo do Zé do Caixão”. A atração teve ao todo sete temporadas.

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