A situação do apresentador do "Primeiro Impacto", Marcão do Povo, ficou mais delicada após a carta que os jornalistas do SBT enviaram à direção da emissora na última sexta-feira (10). A maioria, com exceção de alguns colegas, como Dudu Camargo, assinou o documento.

De acordo com o portal UOL, que teve acesso à carta assinada pelos jornalistas do SBT, o apresentador deveria ser demitido da emissora após cumprir os 15 dias de afastamento, porque ele não está à altura de representar o nome e a história da emissora criada por Silvio Santos.

Marcão do Povo sugere 'campos de concentração'

A polêmica envolvendo o apresentador do SBT começou na semana passada quando ele sugeriu ao vivo que o presidente Jair Bolsonaro criasse "campos de concentração" para colocar as pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Covid-19).

A declaração de Marcão do Povo foi repudiada em várias redes sociais e se destacou como um dos assuntos mais comentados nos sites de notícias do país.

Marcão do Povo não seguiu recomendações da OMS

Na carta, os jornalistas do SBT justificam o pedido de afastamento definitivo do apresentador Marcão do Povo da emissora.

Entre as falhas que ele cometeu, segundo os colegas, uma delas foi não cumprir as recomendações de higiene da Organização Mundial da Saúde (OMS) que também é determinada pela casa.

Dessa forma, os profissionais afirmam que a atitude do apresentador do "Primeiro Impacto" colocou a vida dos colegas em risco.

A carta assinada pelos jornalistas do SBT e enviada por e-mail e WhatsApp à direção, reforça que ele não é digno de ser contratado pela emissora de Silvio Santos.

Segundo informou o UOL, a carta já foi recebida pelo diretor de jornalismo da emissora, José Occhiuso. Os executivos do SBT já tomaram conhecimento da decisão dos jornalistas da casa.

Outra atitude dos colegas, também relatada na carta, é o fato do apresentador sempre falar que não deve satisfação a ninguém, "apenas a Deus e Silvio Santos".

Os profissionais da notícia também afirmaram que se Marcão do Povo voltar ao comando do "Primeiro Impacto", poderão tomar algum tipo de medida mais "enérgica".

De acordo com o site, o apresentador não respondeu aos contatos feitos para dar sua opinião sobre a decisão do colegas.

'Impossível nos calarmos', afirmam jornalistas

Na carta, os jornalistas afirmaram que o profissional teve atitudes erradas várias outras vezes, mas optaram pelo silêncio. O episódio dos "campos de concentração" ultrapassou todos os limites, segundo eles.

"Impossível nos calarmos". Assim, os colegas do apresentador começam a carta que foi enviada à direção de jornalismo.

Eles também afirmaram que, como jornalistas vocacionados acima de tudo, resolveram tornar público o repúdio à forma como Marcão do Povo tratou a maior crise de saúde dos últimos tempos.

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