O ator Flávio Migliaccio, de 85 anos, foi encontrado morto, na manhã desta segunda-feira (5), em seu sítio, que fica em Rio Bonito (RJ). A polícia investiga a causa da morte.

Flávio consolidou uma carreira de sucesso na TV. Natural do Brás, São Paulo, o artista protagonizou inúmeros papéis de relevância não só na TV, mas no teatro e cinema. O último deles foi em 2019, na novela "Orfãos da Terra", quando interpretou Mamede Al Aud.

Na década de 1990, Flávio Migliaccio participou de novelas muito conhecidas do público, entre elas “A Próxima Vítima”, de 1995, e a “Rainha da Sucata”, de 1990. Ainda na TV Globo, Migliaccio contribuiu nas novelas “América”, de 2005, “Caminho das Índias”, de 2009, “Passione” (2010) e “Êta Mundo Bom”, de 2016.

Também participou de séries e filmes de grande repercussão.

A morte repercutiu nas redes sociais, entre Famosos e anônimos. Um dos que se manifestou foi João Barone, do Paralamas do Sucesso. “Caramba. Tá difícil hoje. Adeus, Tio Maneco”, resumiu.

Tio Maneco foi um personagem infantil de muito sucesso. O filme “Aventuras com Tio Maneco” é o exemplo. Ganhou prêmio na Espanha e foi vendido para mais de 30 países.

Homenagens de colegas de profissão

A atriz Lilia Cabral também homenageou Flavio Migliaccio em sua conta no Instagram. “Tudo o que ele fazia era reconhecido. Sempre mostrava sua sensibilidade e enorme talento”, afirmou. Caio Blat e Paulo Betti foram outros atores que usaram as redes sociais para lamentarem a perda.

Flávio Migliaccio mostrou sua versatilidade e talento em outras áreas de atuação. Foi diretor, produtor roteirista e cartunista. Muitas fãs lembravam de personagens que marcaram o talento de Flávio. Um deles foi o libanês Seu Chalita, da série “Tapas e Beijos”. Foram cinco temporadas de enorme sucesso, nas noites de terça-feira.

O começo foi no teatro amador

Flávio Migliaccio estudou teatro, em 1954. Foi no grupo amador Teatro Paulista do Estudante, que conheceu expoentes da profissão, como Gianfrancesco Guarnieri.

Antes da TV Globo, o ator participou de produções da extinta TV Tupi. Migliaccio foi para a TV Globo em 1972. Por lá, ele participou da novela “O Primeiro Amor”, onde fez o papel de xerife.

Após, participou, com o ator Paulo José, da série “Shazan, Xerife e Companhia”.

Em diversas entrevistas, Flávio Migliaccio explicava o seu lado cômico nas interpretações. Descendente de italianos, o ator acreditava que o italiano tem um lado cômico que se destaca. E que, quando criança, tinha por hábito satirizar os vizinhos: "Desde criança. Minha família era muito numerosa em São Paulo, eram descendentes de italianos, e o italiano por si só é cômico. A gente brincava, satirizava os vizinhos”.

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