Chegou ao fim nesta sexta-feira (22), após 10 semanas no ar, o programa jornalístico da TV Globo “Combate ao Coronavírus”. O informativo, criado às pressas no início da pandemia do novo coronavírus, dará lugar ao programa “Encontro", com Fátima Bernardes, que já havia retornado à grande da emissora, nas da próxima segunda-feira (25), terá seu espaço ampliado e aliará entretenimento com informação sobre saúde e a pandemia.

Apesar da emissora carioca não ter deixado claro os motivos para descontinuar o programa, ancorado pelo jornalista Márcio Gomes, que se despediu ao final da última edição e disse que a sensação foi de dever cumprido.

Durante as 50 edições em que ficou no ar, o programa, que estreou em 17 de março, recebeu 50 mil perguntas de pessoas querendo tirar dúvidas sobre a Covid-19. Desse montante, pelo menos 800 foram lidas pelo apresentador e respondidas por 60 médicos que participaram ao vivo do jornalístico.

Em seu discurso de despedida, Gomes disse que o combate ao coronavírus precisa continuar em cada casa, em empresa e rua. “Seguimos com a mesma missão e vamos continuar assim, juntos até o final”, falou. “Foi um privilégio fazer parte deste programa”, analisou o jornalista. Foram mais de 70 horas de transmissão ao vivo desde sua primeira edição.

Programa perdeu força com volta do 'Encontro'

No primeiro mês no ar, o programa elevou a média de audiência da emissora no horário, registrando 12 pontos no ibope, mas desde 20 de abril vinha perdendo força.

A época coincidiu com a volta do programa “Encontro", que havia ficado um mês fora da grade de programação, e sua média baixou para oito pontos, além de já ter tido seu espaço reduzido.

De acordo com dados da própria Rede Globo, o informativo chegou a 44,4 milhões de brasileiros.

Número de mortos ultrapassa os 20 mil

Dados divulgados pelas secretarias estaduais de saúde nesta sexta-feira (22), apontaram que o número de mortes no Brasil causados pela Covid-19 saltou para 20.267 enquanto que o número de pessoas infectadas era de 314.769. Foram 1.188 óbitos registrados nas últimas 24 horas.

Em número de casos confirmados o Brasil está apenas atrás dos Estados Unidos e da Rússia.

Em ralação a taxa de mortalidade – número de vítimas por 100 mil habitantes–, 15 das 20 cidades com maior índice estão na região norte e outras cinco no nordeste.

A região norte também concentra as cidades com maior índice de infectados por 100 mil habitantes. Em Santo Antônio do Iça, no Amazonas, a cada 100 mil moradores, 2.523 contraíra a Covid-19. Das oito cidades com maior índice, sete estão no estado, que tem 79% de seus leitos de UTI ocupados.

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