Mais de 3 mil cidades poderiam aumentar a renda

O IBGE indica que pelo menos 3 mil municípios possuíam uma renda per capita menor que R$11 mil no ano de 2010. Os valores atualizados de 2015 ainda não estão disponíveis, mas a grande maioria desses municípios está nas regiões Norte e Nordeste, onde a incidência solar equatoriana é alta. A população média dessas localidades é de 20047 habitantes, com quatro delas acima de 400.000 habitantes, totalizando mais de 61 milhões brasileiros em cidades pobres.

Ajudar os mais pobres: vale para cidades também

A política brasileira sempre foi focada nas principais cidades e capitais, onde o gasto para indenizações e investimento são extremamente altos e exige projetos complexos, que contribuem para o aumento do custo nos gastos já exagerados do #Governo.

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A inversão de políticas públicas incentivando cidades mais pobres e menores seguiria o modelo norte-americano, onde cidades pequenas como Boston, possuem uma alta renda per capta. No Brasil, a cidade de Gavião Peixoto/SP é um exemplo, com menos de 5.000 habitantes possuía uma renda per capta superior a R$100 mil em 2010, ainda de acordo com o IBGE.

País não crescerá se faltar energia novamente

Dois fatores econômicos são fundamentais para a mudança de trajetória do país: a mais importante é a oferta de energia em abundância para que os investimentos privados possam atuar sem medo de escassez ou de sobrepreço, tal como a bandeira vermelha já adotada em São Paulo. Nesse sentido, o uso de energia eólica em pequena escala, PCH’s (pequenas centrais hidrelétricas) e placas fotovoltaicas, ou mesmo a combinação delas poderia resolver muitos problemas de bombeamento e irrigação para as comunidades, sem falar de uso mais intensivo de eletrodomésticos e eletrônicos.

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Interior precisa se conectar: governo pode arrecadar mais

O segundo fator econômico mais importante é a conectividade, que permitiria aumentar o fluxo de informação, tanto para fins econômicos como vistoria de fazendas e movimentação de cargas por GPS, tanto para fins educacionais, permitindo o acesso a soluções econômicas mais facilmente, tais como melhoria de plantio e de serviços. O Brasil carece de profissionais que possuam mais de um idioma, dificultando o turismo no interior por estrangeiros, por exemplo. A arrecadação também poderia aumentar significativamente com um aumento dos controles informatizados. Um bom exemplo do uso desse segundo fator é a cidade de Iacanga, onde o morador em dia com o IPTU tem direito ao acesso grátis de internet de 512k de banda.

Investimento de baixo risco poderia ter retorno rápido e de fácil cobrança

A instrumentalização desses dois fatores seria extremamente simples, pois aerogeradores custam menos de R$6.000,00 para uma casa e menos de R$80 mil para pequenas cidades, bastando para isso uma linha especial de financiamento do BNDES, ou de outros bancos comerciais, já que é possível cobrar pelo uso da energia.

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O mesmo pode ser realizado no que diz respeito a internet, onde um kit para instalação nas rádios dessas cidades (e toda cidade tem um rádio), nas escolas, na igreja (toda cidade tem pelo menos uma) e até na prefeitura (sede do município).

Fica então a pergunta, o que os prefeitos pensam sobre isso e porque ainda não tomaram uma providência quanto a instalação de fontes alternativas de energia e internet grátis para os seus munícipes? #Crise econômica #Câmara dos Deputados