Favelas surgem e desaparecem a todo instante nas cidades. Enchentes e incêndios, muitas vezes criminosos, colaboram para esse ciclo. O poder público notoriamente colabora e muito com a formação de favelas, retirando moradores de uma favela e os colocando em outros locais para formarem uma nova, como é o caso da Favela da Vila Prudente, uma das primeiras da cidade, surgida nos anos 40 e que existe até hoje. Falência nas políticas habitacionais nas últimas décadas e o êxodo rural colaboraram para um boom de favelas nas grandes cidades a partir dos anos 80.

O dia da favela, comemorado no dia 4 de novembro, foi criado para refletir e debater sobre este tipo de habitação que abriga atualmente mais de 11,4 milhões de brasileiros, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Aproveite a data para saber mais sobre a #História das favelas em São Paulo.

1. Favela do Ibirapuera

Eram 186 barracos e 204 famílias na região do Ibirapuera em 1952, quando iniciaram as obras para a construção do parque. Alguns barracos foram transferidos para a Favela do Canindé, que não existe mais, enquanto a maioria das famílias foi alocada em terrenos cedidos pela Prefeitura.

2. Favela do Vergueiro

No coração da Chácara Klabin, um dos metros quadrados mais caros de São Paulo, funcionou por mais de vinte anos uma grande favela, a do Vergueiro, desocupada no final dos anos 60. Seus mais de sete mil moradores contribuíram para a formação de novas favelas na cidade, como, sugestivamente, a de Eldorado.

Uma questão fundiária peculiar envolvia a criação desta favela. Um dos herdeiros de imigrantes italianos que receberam as terras próximas ao Museu do Ipiranga das mãos do Imperador Dom Pedro entrou em desacordo judicial com a família Klabin, depois da venda das terras.

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Em uma tentativa de usucapião, enquanto o processo corria na Justiça, João Bottechia sublocou o terreno, criando assim o que foi por muitos anos a maior favela da cidade. Ao perder o processo, os Klabin conseguiram a reintegração de posse e a posterior desocupação da área. Os anos que o processo correu na Justiça só fizeram a propriedade valorizar estratosfericamente, sendo que, no final, a favela favoreceu um ótimo negócio imobiliário, criando uma área de reserva.

3. Favela da Vieira de Carvalho

Considerada por muitos na época uma chaga aberta no coração da cidade, onde hoje vemos uma bonita rua arborizada e com agitada vida noturna, por muitos anos, na São Paulo dos anos 40, funcionou uma favela.

4. Favela da Lapa

Onde hoje é o Mercado da Lapa antes havia uma favela, que foi transferida para o outro lado do rio, dando origem à Favela do Piqueri.

5. Favela do Canindé

Na margem esquerda do rio Tietê, em uma área de 34.500 metros quadrados da Prefeitura, mais de 300 barracos se amontoavam no terreno que era conhecido como a Favela do Canindé.

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Fortes chuvas castigaram a cidade entre dezembro de 1960 e fevereiro de 1961, fazendo com que a área de várzea do rio ficasse inundada. Os moradores foram retirados em sua totalidade e realocados em um conjunto habitacional no Jabaquara, no que foi durante anos um modelo de sucesso de desfavelamento na cidade. #Curiosidades