Todos os anos, no dia 19 de maio, a Grécia e os gregos, com os seus descendentes espalhados nos 4 cantos da Terra, comemoram o que é conhecido como o “Massacre Esquecido” ou o "Genocídio dos Gregos Pônticos pela Turquia", que, até hoje, desenvolve políticas internas e externas agressivas, vide o extermínio dos curdos pelas forças armadas turcas e o abate do caça russo na Síria, pela força aérea turca. 

Mas quem são esses gregos Pônticos? Qual a relação deles com a Grécia atual? Por que recebem o nome de Pônticos? Foram os gregos as únicas vítimas do assassinato em massa do Império Otomano Turco? Há um fato curioso nessa história toda, pois, geralmente, se reconhece um grego Pôntico pelo seu sobrenome, ou seja, todos os nomes de família que terminam em adis ou idis se referem aos gregos Pônticos, como por exemplo, Goniadis, Anastassiadis, Dimitriadis, Ioannidis, Pasxalidis, Moulaidis, ou seja, literalmente é o “falando grego”.  

No passado, os gregos Pônticos viveram por séculos no nordeste da Anatólia, principalmente na região do Ponto (daí o nome Pôntico), situada às margens do Mar Negro.

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Essas pessoas falam o grego pôntico, que é bastante diferente da língua grega moderna e em uso. Isso aconteceu devido ao afastamento geográfico do grupo, influenciando no idioma. A população grega do Ponto conseguiu permanecer na região desde 700 a.C. até 1922.

O Genocídio dos gregos Pônticos, melhor traduzindo, foi o massacre selvagem de homens, mulheres, crianças, idosos sem restrição, deportações e caminhadas para a morte, através do deserto turco, de populações de cidades gregas inteiras na região do Ponto. 

A estimativa de gregos que morreram sob a opressão turca oscila entre 500.000 a 950.000 mortos no período da Guerra da Ásia Menor. Alguns dos refugiados conseguiram fugir para a Rússia e os que restaram ainda vivos foram migrados para a Grécia, debaixo dos termos que promoviam a troca populacional entre gregos e turcos em 1923. 

Os países aliados da 1ª Grande Guerra Mundial condenaram veemente os crimes do Império Otomano como crimes de guerra contra a humanidade.

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Tanto é assim que, em 2007, a conceituada Associação Internacional dos Estudiosos do Genocídio reiterou que o ataque dos turcos contra os cristãos do Império (gregos e armênios, inclusive) foi de fato um genocídio.

Bianca La Greca, que é neta de gregos e especialista em relações internacionais, compara as práticas usadas pelos turcos como as mesmas dos nazistas, tais como marchas da morte, extermínios em massa e deportações. O Império Otomano tinha em mente destruir a Armênia, mas resolveu eliminar também os gregos e assírios já naqueles anos. Bianca chega ao ponto de afirmar que o que está acontecendo hoje, no Médio Oriente, é muito igual à tentativa de imposição do Islã pelos turcos à cristandade. 

Enquanto os homicídios perpetrados e hoje negados pela Turquia não forem reconhecidos como tais pelas autoridades, isso dá a chance de outros genocídios continuarem acontecendo, como os da Bósnia na ex-Iugoslávia e o de Ruanda, na África. 

Nesse meio tempo, os gregos, em geral, se recordam com comoção da triste canção no dialeto Pôntico que está no texto, fazendo alusão a uma criança da época, pedindo desesperadamente um copo de água fria a sua mãe que se desespera, já que nada tinha para oferecer.

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Quando toda a humanidade poderá viver realmente em paz e segurança?! É a pergunta que não quer se calar! #Crime #Crise migratória #Guerra Civil