O meio ambiente e a sua preservação têm sido debatidas por anos e anos. Alterações climáticas graves e catástrofes cada vez mais frequentes levam à conclusão que ações urgentes devem ser tomadas.

Uma dessas catástrofes é o que está acontecendo com o Mar de Aral, situado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão. Aral teve morte anunciada há 50 anos, época em que o governo soviético começou a desviar dois rios afluentes para irrigar plantios de algodão. Os defensivos agrícolas desses plantios foram poluindo as águas. As grandes retiradas de água provocaram o desaparecimento da floresta que cercava suas margens e de inúmeras espécies animais.

Rio São Francisco

Um projeto com a mesma Natureza de desvio é a Transposição do Rio São Francisco, no Brasil.

O projeto prevê a interferência do curso da água do rio com a construção de 720.000m de canais, que irá deslocar de 1% a 3% das águas para abastecer rios intermitentes nos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Esse projeto vem gerando muitas discussões, ao nível ambiental e financeiro, por via de seus custos elevados, da questionável eficácia da obra, da agressão ao rio e dos métodos aplicados no projeto.

Mar de Aral: situação irreversível?

Estudos apontam tudo o que errado aconteceu no mar de Aral:

  • a erosão causada ao Aral,
  • as 60t de sal que ele recebe por ano, arruinando a indústria pesqueira que sustentava a economia da região;
  • os agrotóxicos e o sal, se infiltrando no solo e contaminando os lençóis freáticos, infertilizando solos, e trazendo doenças como o câncer à população local.

O Mar de Aral tinha extensão de 62.000 Km2, mas hoje é dois terços menor.

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Até 1960 era um grande lago, que se tornou salgado. Era considerado um oásis no meio do deserto, parecendo ser uma fonte inesgotável de água. A bacia de Aral era o principal fornecedor de produtos no início da implantação do projeto, mas as técnicas agrícolas mal aplicadas e mal administradas conduziram a economia ao fiasco.

Por volta de 1978, canais principais e secundários de irrigação foram instalados inadequadamente, e barragens construídas aleatoriamente. Também não se deu importância à drenagem dos solos (arenosos) e do aproveitamento da água;, mais de 90% evaporava ou desaparecia no solo. A partir de 1980 a situação começou a chamar a atenção de estrangeiros, alertando para políticas sérias e eficazes para frear a degradação.

A incerteza do futuro do Mar de Aral é assistida pelo mundo à medida que o nível de água declina. O desenvolvimento não sustentado criou esse cenário trágico e infeliz, talvez irreversível. Os governos mundiais devem adotar e intensificar medidas ambientais urgentes, para proteger os mananciais de água pelo mundo. O Brasil não é exceção.