Enquanto o governo, autoridades sanitárias e a mídia defendem que é preciso ações de prevenção no combate ao mosquito transmissor da dengue,chikungunya e zika vírus, um médico especialista da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) defende que é preciso fazer exatamente o contrário: que o correto é criar ambientes monitorados para combater o aumento destes mosquitos.

ODoutor emDoenças Tropicais e Saúde Internacional, André LuisSoares da Fonseca,que é professor de Imunologia na UFMS acredita que eliminar locais que poderiam ser monitorados é uma estratégia errada, pois favorece para que a fêmea busquelugares escondidos e longe do alcance das pessoas.

Ele defende que é preciso deixar recipientes com água parada como armadilha para que o mosquito deposite seus ovos em um local que seja de conhecimento de pessoa.

Desta forma, é possível diminuir os casos de contágio porque sabendo onde estão os ovos, é mais fácil combatê-los. Para que sua tese tenha sucesso, é preciso que o morador troque a água a cada três dias, não dando tempo para a larva se transformar em mosquito.

Segundo o professor, as atuais políticas públicas estão piorando o ambientenatural. A morte de predadores naturais como lagartixas e aranhas e o intenso uso de "fumacê" agravam o desiquilíbrio e poluem o ar e os rios.

"Isso não funcionae agride o meio ambiente. O inseticida polui os mananciais de água. Isso não tem efeito biológico contra a dengue. Quando você usa o fumacê para matar o mosquito, você também mata a aranha", explica o médico em entrevista publicadano Portal Diário Digital, de Campo Grande.

AUMENTO DOS CASOS - De acordo com a Organização Mundial de Saúde, estima-se que 4 milhões de pessoas podem ser infectadas na América do Sul e do Norte, além da doença se espalhar pela Europa e outros continentes durante o verão, época do ano que propicia a proliferação de mosquitos devido a combinação de chuvas, alta umidade e calor.

Venezuela, Estados Unidos e Brasil relataram casos de doentes, e outros países como a Itália alertam para que se evite de viajar para as regiões com riscos de contágio.

OBAMA FECHA ACORDO COM DILMA PARA PRODUÇÃO DE VACINA

Umamatéria publicada no Portal Agência Brasil de Notícias nesta sexta-feira (29), informa que a Presidente Dilma Rousseff e o presidente americano Barack Obama estabeleceram uma espécie de cooperação técnica entre os dois países, com o objetivo de reunir especialistas para estabelecer ações que resultem na criação de uma vacina e outros produtos que combatam os efeitos do Zika vírus, como a microcefalia em recém-nascidos.

O Instituto Butantan, o ministro da Saúde Marcelo Castro, o Instituto Nacional de Saúde americanoe o Departamento de Saúde dos Estados Unidos formarão um grupo que buscará soluções para a produção de um medicamento eficaz e acessível.

GOVERNO LANÇA OFENSIVA - O Palácio do Planalto divulgou o evento que apresentou as ações que serão adotadas pelo Governo Federal para combater o mosquito. Dilma e seu ministro da saúde disseram que as Forças Armadas visitarão casas, e que hospitais, postos de saúdes e a rede privada de saúde também serão utilizados para conscientizar e orientar a população.Por enquanto,a recomendação éque sejam eliminados pontos de água parada, que se tampe caixas, tambores e potes além de colocar areia nos vasos de planta e outros locais que possam acumular água e servir de criadouro.

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