O escritor Rubem Fonseca faleceu nesta quarta-feira (15), na cidade do Rio de Janeiro aos 94 anos. Ele foi internado e atendido no Hospital Samaritano (no bairro de Botafogo) após sofrer uma parada cardíaca no horário do almoço. O escritor mineiro foi o autor de grandes obras como "O Cobrador" e "A Grande Arte".

Morte de Rubem Fonseca

Segundo informações do genro do escritor, Pedro Correa do Lago, Rubem Fonseca sofreu realmente um infarto. Ele estava em sua residência e começou a não se sentir muito bem e, prontamente, os familiares o encaminharam ppara o Hospital Samaritano. No meio do caminho para a unidade de saúde, ele teve um desmaio e houve a tentativa de reanimação, porém, ele não resistiu e faleceu ali mesmo.

Pedro do Lago (que é casado com a filha de Rubem, Bia Corrêa do Lago) revelou, porém, que até o desmaio ele estava bem. A família ainda não divulgou qualquer informação sobre velório e enterro.

A nota oficial do Hospital disse que o escritor veio a falecer na tarde desta quarta-feira (15) após sofrer uma parada cardíaca: "A instituição se solidariza com os familiares e amigo do escritor".

A vida de Rubem Fonseca

Natural de Juiz de Fora (cidade da zona da mata mineira), Rubem Fonseca nasceu no dia 11 de Maio do ano de 1925 e morou, desde a sua infância, na cidade do Rio de Janeiro. Ele chegou a exercer a profissão de policial (trabalhou na parte de relações públicas) militar, fez faculdade e se formou no curso de direito.

O escritor da mineiro venceu o prêmio mais importante da Literatura da língua portuguesa: O Prêmio Camões do ano de 2003. Dentro da sua linha, fez a publicação de vários livros como: "Pequenas Criaturas"(2002), "O Cobrador" (1979), "Feliz Anos Novo" (coletânea de crônicas e contos - 1975), "Agosto" (1990), "Bufo & Spallanzani" (1986) e "O Caso Morel (1973).

O lançamento do seu primeiro livro foi no ano de 1963, quando já tinha a idade de 38 anos, e levava o título de "O Prisioneiro". Na sequência desta primeira obra romancista, foram lançadas "A Coleira do Cão" (no ano de 1965) e Lúcia MacCartney (dois anos após o anterior).

Como roteirista, ele adaptou obras para o cinema e televisão: "Agosto"(que se transformou em minissérie em 1993) e "A Grande Arte (dirigido por Walter Salles no ano de 1991).

Censura na ditadura militar

O governo militar do presidente Ernesto Geisel chegou a censurar uma obra de Rubem Fonseca, a coletânea "Feliz Ano Novo". O motivo foi o relato contido no livro, onde expunha luta entre classes, violência e sexo. Porém, o fato desta obra ter sido proibida pelos militares, aumentou a curiosidade e apelo do livro com o público e, por isso, virou um grande best-seller.

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