Os Crips representam uma das gangues mais violentas dos Estados Unidos, com cerca de 30 mil a 35 mil membros, segundo um site especializado no assunto, o Zonas Urbanas. Envolvidos em assassinatos, roubos, tráfico de drogas e diversos outros crimes, usam bandanas azuis no pescoço ou na cabeça para se distinguir dos demais. A prática, porém, cessou com o decorrer do tempo devido à pressão policial [VIDEO].

Segundo o site já mencionado, Stanley “Tookie” Williams e Raymond Lee Washington se uniram com intenção de dominar as cidades praticando crimes e produzindo maconha, heroína e anfetamina. O estilo de vida fascinava principalmente os adolescentes, sendo a maioria dos membros de apenas 17 anos.

Tal "poder" que demonstravam e o medo/respeito influenciaram vários outros jovens e outras gangues do mesmo segmento foram formadas, ultrapassando a divisa entre as cidades. Em 1979, Stanley foi peso por quatro assassinatos e Raymond, morto.

Na prisão, Stanley escreveu livros contando sua história para evitar que as pessoas se envolvessem em gangues. Foi condenado à morte por injeção local.

Com o fim das roupas azuis, os Crips utilizam outros métodos para se distinguir e também agredir gangues adversárias, como gestos e passos de danças próprios (c-walk), modificam palavras que possuem letra B ou escolhem outra para substituí-la. O significado do nome ainda é um mistério e há várias teorias a respeito, mas nenhuma confirmada de fato.

Muitos rappers possuem fortes ligações com os Crips.

Snoop Dogg, Warren G, Nate Dogg, Goldie Loc, Tray Deee e Xzibit, todos membros do Rollin' 20 Crips em Long Beach (Flórida) e que tratam em suas músicas a realidade nua e crua da periferia, mas com o intuito de chamar a atenção da sociedade para o problema.

O que leva principalmente os jovens a se envolverem em gangues é a preocupação de vários psicólogos que se dedicam a estudar esta fase da vida e sua busca incessante dos adolescentes por novas experiências. Se sentir importante é um dos prazeres que o cérebro busca e se unir em grupos é uma forma de amenizar esta ‘’necessidade’’.

Sendo mais frequentes nas classes sociais mais baixas, não é mais raridade ver jovens da classe alta como membro de gangues violentas. De início, é algo natural, mas depois vai se estruturando e surgem os líderes, os que divertem o grupo, ou seja, cada um com sua função dentro da comunidade, mas todos com uma característica em comum: a ousadia.