Depois de se reunir com José Carlos Peres, presidente do Santos, Sampaoli ficou mais distante do clube. O técnico argentino está exigindo que o clube faça mais investimentos em reforços. Ainda está exigindo que os jogos no Pacaembu não aconteçam mais e que, no lugar, permaneça a Vila Belmiro.

Os pedidos do argentino Sampaoli estão longe das reais condições que o Santos pode oferecer a ele. Em contrapartida, o Palmeiras está sondando a situação para tirar Sampaoli do clube paulista.

Quando acabou a reunião, o técnico argentino saiu sem dar entrevista aos repórteres que o aguardavam do lado de fora do CT Rei Pelé.

Sampaoli também ignorou as ligações feitas por eles. Apesar de ter ignorado a imprensa, Sampaoli falou com duas crianças.

O presidente do Santos vem falando nos últimos tempos que o clube não terá condições de investir grandes quantias em novas contratações para o ano que vem, em contrapartida ele aconselhou Sampaoli a começar a usar os jogadores de base para montar o time do ano que vem.

Isso porque, só esse ano, o Santos comprometeu cerca de R$ 80 milhões em 14 novas contratações. Cueva, por exemplo, custou R$ 29 milhões de reais, que começarão a ser pagos no próximo ano.

Os planos de Sampaoli para 2020 contam com números mais altos que esses, mas o Santos está remando em direção contrária a do técnico.

O clube pretende vender alguns jogadores, como Lucas Verissímo para fazer caixa.

Gustavo Henrique e Derlis González vão deixar o clube. Quem também pode se despedir do time é o lateral Jorge, que foi emprestado pelo Mônaco.

Em 2020, os planos do clube para o investimento é de R$ 249 milhões, bem menos que a previsão anterior, que era de R$ 379 milhões.

Sampaoli não quer jogar no Pacaembu

Além das exigências financeiras do técnico argentino, ele também pediu que o time não jogue mais no Pacaembu.

O presidente do Santos havia prometido que metade das partidas seriam realizadas em São Paulo, para o clube se aproximar da torcida da capital.

Outro ponto na promessa era a arrecadação da bilheteria e de sócios, pois a Vila Belmiro tem pouco espaço.

Sampaoli sempre se mostrou contra a decisão, e até conseguiu evitar que os jogos do segundo semestre fossem realizados em São Paulo.

Mas Peres não planeja que isso se repita novamente. Ele tem planos de formar parceria com a empresa que ganhou a concessão do estádio Pacaembu.

No clube, as exigências de Sampaoli foram entendidos como uma maneira de o técnico forçar sua saída.

O contrato do técnico, porém, vai até dezembro de 2020, mas tem alguns meses que ele deixa a possibilidade de sair do Santos após o fim do Campeonato Brasileiro.

No acordo original, Sampaoli teria de pagar uma taxa de R$ 10 milhões, caso quebrasse o contrato, mas ele pediu antes da contratação que a cláusula fosse retirada. Quando perguntado, Peres disse que o pedido não foi atendido.

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