O Vasco foi o dono da posse de bola, mas o Fluminense usou da objetividade para vencer o clássico deste sábado no Maracanã, válido pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro de 2020. Com um gol em cada tempo, o Tricolor derrotou o rival por 2 a 1 e subiu para o quarto lugar na principal competição do futebol nacional.

Além de mais três pontos, chegando a dez no total, a agremiação das Laranjeiras teve outro motivo a comemorar. Entrando na segunda etapa, Fred balançou as redes pela primeira vez nesse seu retorno ao clube de Álvaro Chaves.

Na próxima quarta-feira, às 19h15 (de Brasília), novamente no Maracanã, o Fluminense enfrentará o Atlético-GO.

No mesmo dia às 21h30 (de Brasília), o Vasco, também somando dez pontos e permanecendo na vice-liderança, irá até a Vila Belmiro para encarar o Santos.

Flu inicia de forma avassaladora

Os primeiros quinze minutos do clássico deram a impressão de que seria um massacre do Fluminense. logo aos dois minutos, depois de bela trama pela esquerda, Egídio rolou para Dodi. Sem ajeitar o corpo, o camisa 22 finalizou da entrada da área. Fernando Miguel ficou estático e a bola tocou na trave esquerda antes de balançar as redes cruzmaltinas.

Cinco minutos depois, o Tricolor poderia ter ampliado com Yuri. Lançado pela direita, o camisa 5 avançou na área, mas, na hora de chutou, acabou mandando para fora, desperdiçando a oportunidade.

A partir desse momento, o Vasco equilibrou as ações. Sob a batuta de Talles Magno, seu melhor jogador na partida, o Gigante da Colina passou a rondar a área adversária, mas pouco ameaçava a meta defendida por Marcos Felipe. Pelo contrário. Após cruzamento vindo da esquerda, Fernando Miguel espalmou fraco e bola sobrou para Evanilson.

O arqueiro vascaíno acabou se redimindo do erro e, de pé esquerdo, evitou o segundo gol naquele momento.

A única oportunidade da equipe de São Januário na etapa inicial veio após escanteio corado por Benítez. A bola sobrou para Cano, mas o argentino dominou mal e desperdiçou a oportunidade.

Na segunda etapa, o desencanto do camisa 9

Veio o segundo tempo e, com Juninho na vaga de Guilherme Paredes, o técnico Ramon Menezes procurou aumentar a consistência defensiva do Vasco e aprimorar a saída de bola. A estratégia deu certo em termos. O Fluminense passou a não ter tanta facilidade para criar, mas o Gigante da Colina permaneceu falhando no seu sistema ofensivo.

Mesmo assim, a equipe de São Januário poderia ter empatado com German Cano, mas, após receber na entrada da área, o atacante argentino, ao invés de chutar, optou por tocar para Talles Magno. A bola saiu forte demais e acabando indo para a linha de fundo.

Foi então a vez de Odair Hellmann começar a mexer. Entraram, inicialmente, Hudson e Igor Julião, substituindo, respectivamente, Yuri e Lucas Calegari.

Algum tempo depois, foi a vez de Wellington Silva entrar na vaga de Marcos Paulo. Enquanto isso, do lado vascaíno, Felipe Bastos deixava o gramado para a entrada de Bruno César.

Até que, aos 30 minutos, Nenê e Evanilson, ambos já sem fôlego, eram sacados. Em seus lugares, Paulo Henrique Ganso e Fred. Sete minutos depois, o meia, após arrancada de Wellington Silva, recebeu e tocou para o centroavante que, mostrando o habitual faro de gol, deu uma leve ajeitada e bateu firme da entrada da área. Fernando Miguel tentou espalmar, mas não evitou o desencanto do camisa 9 nessa volta ao Fluminense.

Tudo parecia definido, mas, aos 41, aproveitando vacilo de Hudson e Egídio, Bruno César chutou. Marcos Felipe espalmou e, no rebote, Talles Magno diminuiu, dando uma sobrevida ao Vasco.

Aos 48, porém, o camisa 11 acabou perdendo a calma e, depois de agredir IGor Julião, recebeu cartão vermelho. Foi o que faltava para mais uma vitória do Fluminense e a subida tricolor no Brasileirão.

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