Após proporcionar uma noite de terror para moradores e visitantes de Paris, na França, os jihadistas do Estado Islâmico 'convocou' seus seguidores à realizarem uma 'guerra santa' contra a França. O motivo seria o fechamento das fronteiras, impedindo que seus 'simpatizantes' viajem para a Síria. Os atentados realizados ontem foram uma represália aos ataques realizados por caças do exército francês à uma base de petróleo dos terroristas.

Segundo a agência de notícias Reuters, os terroristas dizem no vídeo, gravado em árabe, que possuem armas e carros suficientes para todos os simpatizantes do EI e que também já possuem alvos prontos para serem atingidos.

Na noite de sexta-feira, 13 de novembro, os terroristas do Estado Islâmico assumiram a autoria dos ataques, usaram as redes sociais para comemorar e avisaram que aquilo era 'só o começo'. Também justificou seus atentados sob o argumento de que a França ataca a Síria todos os dias.

Mais de cento e cinquenta pessoas foram assassinadas na noite de sexta-feira durante uma série de atentados que repercutiram no mundo.

A maior parte das vitimas estavam dentro da casa de espetáculos 'Bataclan' onde ocorria um show de rock com uma banda famosa dos Estados Unidos. Quando os membros do IE adentraram o local atirando, algumas pessoas conseguiram fugir pelas saídas de emergências, mais de cem foram mortas e pouco mais de cem pessoas ficaram reféns dos terroristas. A policia invadiu o local, matando pelo menos três membros do EI e resgatando os reféns, muitos deles feridos. Segundo testemunhas, tinha corpos por todos os lados e o local tinha cheiro forte de sangue.

Potências irritadas

Os ataques geraram revolta em diversos países do mundo, inclusive duas das maiores potências nucleares do mundo, Estados Unidos e Rússia, que se posicionaram para combater o Estado Islâmico. O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, exigiu que a comunidade internacional entre em um consenso para lutar contra o Terrorismo.

O EI ainda ameaçou atacar a Itália, Estados Unidos e o Reino Unido.